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Elaine Silva - Especial para Diário Digital | Sexta, 19 de Maio de 2017 - 07h36Com um sorriso a iluminar o caminhoApós perder a visão tio Zé superou o inicio de uma depressão e hoje é uma pessoa ativa

  
Após um ano saiu José do quarto (Foto: Luciano Muta)
  • Após um ano saiu José do quarto
  • Tio Zé passa horas fazendo o artesanato (Foto: Luciano Muta)
  • Objetos são vendidos nas redes sociais (Foto: Luciano Muta)
  • José ficou um ano preso dentro do quarto (Foto: Luciano Muta)
  • Dinheiro recebido vai diretamente para compra de materiais (Foto: Luciano Muta)
  • Hoje ele realiza tarefas que antes não fazia em casa (Foto: Luciano Muta)
  • Não desanime principal frase de tio Zé (Foto: Luciano Muta)

"Não desanime, não fique dentro de casa, a pessoa que perdeu a visão tem que procurar a escola (ISMARC), buscar fazer exercícios, se você ficar trancado não vai apreender nada, vai piorar a sua situação, eu sei o sofrimento que eu passei", relata José Sabará ou simplesmente Tio Zé, de 68 anos, que perdeu 100% da visão há 24 anos, mas não se deixou abalar, atualmente ele faz artesanato com jornal, exercícios físicos e ajuda a esposa em casa.

Tudo começou em 1993, em um dia de pagamento, onde um homem que sempre acordava às 5h para ir trabalhar, saia do serviço sendo abordado por um desconhecido. “Ele falou: ‘É um assalto’, eu virei à cara para ver quem era e ele disparou no meu rosto, por conta disso perdi 100% da visão", afirma José.

 A fatalidade o fez se trancar durante um ano no quarto, saindo apenas para tomar banho e comer. Com essa reclusão acabou por ter um infarto e quase morrer, após esse episodio ele decidiu levantar a cabeça, junto com o apoio da família e amigos iniciando a sua reeducação no Instituto Sul-Mato-Grossense Para Cegos "Florivaldo Vargas" (Ismac). "Graças a Deus, a força da família, amigos consegui entrar no instituto onde aprendi muito, acabei saindo do fundo poço, apreendi várias coisas como cozinhar, onde eu nem sabia fritar um ovo quando enxergava, a andar sozinho, artesanato entre outras coisas. Hoje se minha esposa precisar de mim eu estou disponível para fazer uma comida", relata José.   

 "É triste você ver uma pessoa ativa, ficar assim. Era 19h30 quando em ligaram falando o que tinha acontecido. Já passamos muitas dificuldades, a morte de um filho, da minha sogra e meu pai e ele que perdeu a visão, mas graças a Deus estamos bem e ele está fazendo o artesanato", relata a esposa Luzia Rosa Sabará. Os artesanato são pintados pela esposa, sendo vendidos por meio do Facebook e WhatsApp. José faz tudo deste de cortar até montar. O dinheiro que eles ganham é inteiramente para a compra dos materiais. Segundo a esposa, ele passa horas fazendo as cestas e o suporte para as panelas.

Com alma de atleta tio Zé realiza exercícios todos os dias e como todo bom brasileiro adora um futebol, sendo que sua paixão é o Cruzeiro de Minas Gerais. Ele até tentou jogar depois do acidente, mas desistiu. "Eu gosto muito de futebol, sempre gostei, até tentei jogar depois que perdi a visão mais achei difícil, a gente sem a visão já fica meio perdido e não deu muito certo", afirma José.

Uma coisa é clara de tantas as pessoas que tem seus problemas passam por dificuldades, tio Zé é um exemplo de superação, enquanto muitos ficam parados ele este motivado, com sua arte, seus exercícios, sua companheira e um sorriso que aparece a cada minuto em seu rosto enxergando o mundo a sua maneira.

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