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Valdelice Bonifácio | Segunda, 21 de Agosto de 2017 - 16h35Talentos do Muay Thai vendem rifas para ir à competiçãoClassificados para competição importante, atletas não têm dinheiro para viajar

  
Paulo Humberto, 18 anos, e Renan Ferraz, 16, treinam duro para a competição que será em setembro, na cidade de Londrina (PR) (Foto: Marco Miatelo)
  • Paulo Humberto, 18 anos, e Renan Ferraz, 16, treinam duro para a competição que será em setembro, na cidade de Londrina (PR)
  • Renan, o professor Jorge Augusto, e Paulo Humberto na academia Clube da Luta (Foto: Marco Miatelo)
  • Professor Jorge Augusto mostra a rifa que está sendo vendida para angariar dinheiro para a viagem (Foto: Marco Miatelo)
  • Nome de todos os alunos está escrito na parede da Clube da Luta (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)

Prestes a completar 118 anos, Campo Grande é um celeiro de atletas determinados. Nas periferias, ações individuais ou coletivas estão garimpando talentos todos os dias. O Diário Digital decidiu destacar uma delas, a academia Clube da Luta, no Jardim Bálsamo, que nasceu e sobrevive graças ao esforço do professor de Muay Thai Jorge Augusto Nogueira de Oliveira, 30 anos. O projeto necessita de ajuda financeira. Atualmente, professor e alunos estão vendendo rifas para garantir a participação dos atletas na Copa Brasil de Muay Thai que será em setembro, na cidade de Londrina (PR).

O professor Jorge Augusto luta Muay Thai há 11 anos. Sua dedicação ao esporte lhe rendeu 13 lutas com 11 vitórias por nocaute e duas derrotas. Feliz em sua trajetória, ele queria algo mais, compartilhar o que aprendeu. Por isso, deixou o emprego fixo como motorista e com o dinheiro do acerto feito na firma comprou a academia na Avenida Marajoara, no Jardim Bálsamo. Hoje, ele mora nos fundos do estabelecimento e ensina cerca de 50 atletas, todos moradores nas redondezas.

O nome da academia foi inspirado no filme Clube da Luta, sucesso dos anos 1990, que conta a história de pessoas que se reuniam para extravasar suas emoções lutando. “Nessa história, um professor morava na academia e fez muito pelos frequentadores. Foi aí que pensei, também posso fazer algo”, comenta Jorge. A mensalidade é baixa, pois precisa ser acessível aos alunos daquela região. Ele cobra R$ 40,00 dos alunos e R$ 25,00 das crianças. Há ainda alunos que tem meia-bolsa ou são 100% bolsistas, que nada pagam, mas ajudam nas tarefas da academia.

“Quando algum deles vem me dizer que não tem dinheiro para pagar a mensalidade, eu me lembro da minha história. Eu não tinha dinheiro e vivia dificuldades. Eu também era um garoto da periferia que queria lutar”, relembra o professor. Bem por isso, ele ajuda seus atletas o máximo que pode. Hoje, sua maior satisfação é vê-los progredir no esporte.

Em seletiva realizada em julho passado na Capital, sete de seus alunos foram selecionados para a Copa do Brasil. Agora, o desafio é garantir a viagem dos atletas. Por isso, a academia está vendendo rifas. Serão sorteados um kit de Muay Thai e um vale presentes de R$ 200. O professor chegou a vender a própria motocicleta para ajudar nas despesas, mas ainda não juntou o suficiente.

Um dos alunos selecionados é Paulo Humberto, 18 anos. “Comecei no boxe e hoje estou no Muay Thai. Passei na seleção e agora quero ir para a Copa. Porém, precisamos de ajuda para isso”, relata o jovem lutador. Outro selecionado é Renan Ferraz da Silva, 16 anos. “Além da rifa, também estou vendendo balas nos terminais de ônibus e sinaleiros para angariar o dinheiro. Minha família não tem recursos. Moro com minha avó e um tio que é deficiente”, contou.

Como se vê, cada atleta trava uma luta pessoal fora dos tatames para continuar no esporte. Apesar de saber das dificuldades, o professor tem esperanças de levar todos os classificados à Copa do Brasil. “Esse tipo de evento é muito importante para o crescimento do esportista que ganha experiência. Além disso, é um momento que têm muito olheiro por perto e pode render uma boa oportunidade para algum deles”, afirma.

Conduzir novos atletas à realização de seus sonhos parece uma vocação do professor Jorge Augusto. Evangélico, ele desenvolve o projeto Guerreiros de Cristo. Crianças de famílias humildes são convidadas a participar de aulas de Muay Thai, aos sábados, sem pagar nada, com a única condição de que frequentem a igreja. Jorge Augusto é diácono na Igreja a Palavra de Cristo, no Jardim Bálsamo.

O dia-a-dia da academia Clube de Luta pode ser conferido nas redes sociais. Interessados em comprar as rifas ou ajudar na causa podem comparecer à academia na Avenida Marajoara, 586, no Jardim Bálsamo ou telefonar para 99253-2421 (Jorge Augusto).

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