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19 de julho de 2019 • Ano 8
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Falta de incentivo+determinação

Davi vende rifas para alcançar um sonho

Atleta passou em seletiva, mas precisa de R$ 6 mil para morar em Minas Gerais

20 Abr2019Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital12h59
(Foto: Marco Miatelo)
  • Atleta campograndense pratica vôlei há apenas dois anos e já coleciona participações esportivas
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Totalmente determinado a alcançar seu sonho o menino Davi Santos, de 15 anos, vende rifa pelos cantos da Capital para poder se tornar jogador de vôlei profissional. O atleta, que passou em seletiva no Estado de Minas Gerais, precisa arrecadar dinheiro suficiente para permanecer no clube durante o período de 10 meses e para isso conta com o apoio de grandes amigas, que assim como Davi, lutam e sofrem com o fantasma da falta de incentivo ao esporte que ronda o Estado de Mato Grosso do Sul.

Medindo 1,95 metros, Davi dos Santos Chagas faz a venda de rifas desde que foi até Minas Gerais participar de uma seletiva do Olympico Club em dezembro de 2018, ele viajou com dinheiro arrecadado em venda de rifas e retornou com a conquista de uma bolsa esporte na terra mineira. De acordo com os cálculos feitos por Davi são necessários exatos R$ 6 mil para bancar as despesas com passagem e alojamento, gastos que não são cobertos pela bolsa recebida até que o adolescente complete 16 anos e possa entrar no time juvenil.

Mesmo que tenha se tornado praticante de vôlei há apenas dois anos e meio Davi tem total ciência de seu alto rendimento como atleta e de seus deveres dentro e fora de quadra, mas se sente desgostoso ao lembrar da intensidade do incentivo recebido por parte da população e da própria Prefeitura Municipal. O atleta tem encontrado grandes dificuldades em vender sua rifa e mal consegue entrar em contato com a Prefeitura de Campo Grande.

“Poucas pessoas entrar em contato querendo ajudar. Eu sei que uma pessoa só não pode me ajudar com a quantia de R$ 6 mil, mas se várias pessoas se juntarem e me oferecerem alguma coisa já ajuda muito. Isso é falta de compaixão. Eu não gosto de fazer malabarismo, mas eu ajudo os malabaristas que apresentam sua arte, isso é ser humano” desabafou o atleta.

Além da dificuldade de deslocamento e permanência em Minas Gerais, Davi também precisa superar outro obstáculo: a falta de material adequado para treino. Bons tênis, uniformes e outros equipamentos são necessários para o ótimo desenvolvimento do atleta dentro de quadra, mas as condições financeiras de Davi não são tão favoráveis para tanto. Sem apoio algum, atualmente o adolescente torce para que pessoas que tenham condições de ajudá-lo o encontre e assim ajudem com o investimento de novos instrumentos para treinamento.

Davi sabe que seu valor está dentro de quadra, por isso vende rifa para chegar até Minas Gerais. Segundo ele grandes atletas também passaram por grandes dificuldades; o objetivo é se tornar um grande atleta não pelo dinheiro, mas pelo amor que sente pelo esporte “é algo que eu sei que um dia vai me trazer retorno” encerra Davi.

Pedra no caminho

Sueli Cristina Ojeda é amiga de Davi e o acompanha na corrida pelo sonho. Entristecida a jovem conta que costumavam vender as rifas na Feira Central, mas que foram impedidos depois que um comerciante ficou descontente com a presença do atleta no local. Segundo Sueli a justificativa do incômodo era de que estavam “espantando clientes” e “atrapalhando as vendas”.

Mesmo depois de serem barrados os amigos não desistiram e continuaram vendendo suas rifas em locais onde foram bem-vindos. Sueli agradece a recepção do Bar Mostarda e do Bar Mercearia que permitiram a venda de rifas.

Serviço – Davi está vendendo uma rifa de jogo de tapete + cesta de páscoa que será sorteada amanhã (21) no valor de R$ 5. Qualquer interesse basta ligar no número 99300-5983 (Davi/Sueli).

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