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28 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Paratletismo

Campo-grandense é bronze no Mundial de Paratletismo

Gabriela Ferreira tem baixa visão e foi revelada no Programa Escolar de Formação e Desenvolvimento Esportivo

9 Nov2019Da redação10h20

A paratleta Gabriela Mendonça Ferreira conquistou nesta sexta-feira (8) a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Paratletismo, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A campo-grandense garantiu o terceiro lugar no salto em distância, na classe oftalmológica T12, para desportistas com baixa visão. Ao todo, a delegação brasileira fechou o dia com quatro medalhas: dois ouros, uma prata e um bronze, e possui seis no quadro geral. A competição teve início na quinta-feira (7) e segue até a próxima sexta-feira (15).

Na prova, Gabriela Ferreira atingiu 5,54 metros, logo no primeiro salto, sua melhor marca até hoje. Para obter a terceira colocação, a sul-mato-grossense teve de ser persistente, após sofrer lesão no pé direito, durante a quarta tentativa. A medalha bronzeada veio no sexto e último salto. A argelina Lynda Hamri (5,58m) encerrou a disputa na segunda posição e Oksana Zobkovska, da Ucrânia, faturou o ouro, com 5,73m.

“Tentei focar no meu melhor, não deixar isso [lesão] me abalar, pensei em todos os treinos e na minha trajetória para chegar até aqui, o quanto foi difícil e isso me manteve focada, pensando em dar o meu melhor para conquistar esta medalha”, afirma Gabriela, última brasileira a garantir no segundo dia do Mundial. “Eu esperava uma medalha hoje, mas não sabia que seria desse jeito, na superação. O tamanho da minha felicidade é gigantesco, nota mil”. No Mundial, a atleta sul-mato-grossense terá pela frente a prova dos 100 metros.

Gabriela Ferreira, de 21 anos, conheceu o paratletismo e teve formação de base em Campo Grande, por meio do Programa Escolar de Formação e Desenvolvimento Esportivo, da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), na Escola Estadual Manoel Bonifácio Nunes da Cunha. A modalidade na instituição de ensino do bairro Tarumã tem orientação técnica do professor Daniel Sena, que também treinou Gabriela na Associação Seninha de Atletismo (Asa).

Além do programa escolar, a Fundesporte sempre apoiou a sul-mato-grossense em participações em competições nacionais e internacionais. Hoje, a paratleta defende o Instituto Elisangela Maria Adriano (Iema), de São Caetano do Sul-SP, mas carrega consigo gratidão ao Estado revelador.

 

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