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Copa do Mundo

Camelôs torcem por vitórias para vender mais

Com movimento fraco, vendedores de produtos para a Copa esperam que Brasil avance na competição

14 Jun2018Valdelice Bonifácio18h21
(Foto: Marco Miatelo)
  • Pela terceira copa seguida, Luiz Carlos de Souza, de 55 anos, vende produtos para complementar a renda
  • (Foto: Marco Miatelo)
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É certo que os brasileiros querem festejar a vitória da Seleção na Copa do Mundo da Rússia, mas para alguns trabalhadores o bom desempenho da equipe renderia mais do que comemoração e orgulho. Os camelôs torcem pelo avanço do time na competição para alavancar a vendas que ainda estão fracas. Em Campo Grande, eles estão em vários pontos da cidade oferecendo camisetas, bandeiras, cornetas e outros adereços nas cores da Pátria.

Na esquina da Rua Joaquim Murtinho com a Marquês de Lavradio está o simpático Luiz Carlos de Souza, de 55 anos. Funcionário público, corretor de imóveis e locutor ele aposta na venda de produtos para a Copa para alavancar as vendas. Esta já é a terceira vez que ele vira camelô para aproveitar a Copa. “As vendas estão devagar por dois motivos: a crise e aquele 7 a 1 contra a Alemanha que ainda é um fantasma. As pessoas têm medo de torcer”, analisa o vendedor.

Aquele 7 a 1, aliás, causou prejuízos aos camelôs na Copa de 2014. As mercadorias sobraram. “Eu tenho aqui camisetas da Copa de 2014 que encalharam após a derrota contra a Alemanha. Estou vendendo por preços mais em conta do que a novas”, afirma. As camisetas custam a partir de R$ 30,00 e as bandeiras R$ 15,00.

Luiz Carlos conta que neste ano nem mesmo a indústria apostou na Copa. “Fui a São Paulo e tive dificuldades de comprar materiais. Não havia muita coisa à disposição.” “Agora, já estou avisando a clientela que se o Brasil passar para a segunda fase da competição, vou em busca de camisas com nomes de outros jogadores que não só do Neymar. Aí certamente eu encontrarei”, completa.

Para outro vendedor Cleisson Caetano de Miranda, 25 anos, a venda dos artigos para a Copa garantiu uma ocupação. O ajudante de marcenaria estava desempregado. “Foi uma oportunidade que se abriu. Agora, eu espero contribuir com a pessoa que me contratou vendendo muitas camisetas e bandeiras. Isso é claro depende do desempenho da Seleção. Estamos todos na torcida”, revela o rapaz cujo ponto de vendas foi montado na esquina da Avenida Interlagos com a Rua Spipe Calarge.

Na Avenida Costa e Silva quem chama atenção com um varal cheio de camisetas e bandeiras é Célio Alencar, de 52 anos. O pedreiro complementa a renda vendendo camisetas de times há muitos anos. “Sempre que tem final de algum campeonato, eu pego as camisetas dos times e venho vender na rua”, revela.

Segundo ele, na comparação com as copas anteriores, as vendas estão muito paradas desta vez. “Em 2014, nesta mesma época, eu já tinha vendido bastante”, relembra. “Acho que neste ano, a crise financeira afetou as pessoas”, avalia.

Apesar disso, Célio está otimista. O vendedor afirma ter feito um investimento alto nas mercadorias trazidas de São Paulo. Para ele, o Brasil tem chances de vencer a Copa do Mundo e à medida que a Seleção avançar na competição, as vendas vão melhorar. “Vamos começar ganhando da Suíça por 2 a 0”, aposta.

O jogo contra a Suíça é a estreia do Brasil na competição e será no próximo domingo, 17 de junho, às 15 horas no horário de Brasília.

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