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26 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Surfe

Brasileiro Gabriel Medina é bicampeão mundial

Quatro anos após o primeiro título surfista conquista terceiro título brasileiro na modalidade

18 Dez2018Correio do Povo17h17

Quatro anos depois do seu primeiro título, Gabriel Medina sagrou-se nesta segunda-feira (17) bicampeão mundial de surfe. Foi o terceiro título brasileiro na modalidade, depois do primeiro dele, em 2014, e o de Mineirinho, em 2015. Ao avançar à final da etapa de Pipeline, no Havaí, a última do ano, na noite desta segunda (horário de Brasília), o paulista não podia mais ser alcançado pelo australiano Julian Wilson. O outro candidato ao título, Felipe Toledo, foi eliminado pelo lendário Kelly Slater na terceira fase, e ficou sem chance, ainda no domingo.

"Foi um longo ano, trabalhei muito e valeu a pena no fim. Não tenho muitas palavras agora. Tive fé até o final, me mantive calmo e estou muito feliz", disse o brasileiro ao sair da água.

A conquista coroa uma recuperação incrível de Medina na reta final da temporada. Após meio ano ruim, ele venceu duas etapas seguidas, Taiti e Surf Ranch (EUA). Depois, foi terceiro na França e em Portugal, chegando a Pipeline na liderança.

No paraíso dos tubos, o título foi definido em uma semifinal de alto nível. A bateria já começou em ritmo alucinante, com três notas altas nos três primeiros minutos, duas para o sul-africano Jordy Smith: um 7.33 e um 8.50. Medina teve um 7.17 no início e, em seguida, um 6.33. E as ondas pararam. Atrás no placar, Medina precisava de um considerável 8.66.

Quando uma nova série se formou, Smith perdeu a preferência em uma onda ruim, e o brasileiro aproveitou. Esbanjando técnica, retardou o movimento e marcou um 9.10 para assumir a liderança. O sul-africano pegou outro tubo na sequência, mas, com a nota de 7.27, continuou atrás. Nada aconteceu nos minutos finais, e Medina acabou carregado nos ombros pela numerosa e barulhenta torcida brasileira na areia.

Nas quartas de final, ele já havia virado uma bateria com estilo. Após passar a maior parte dos 30 minutos atrás do americano Conner Coffin no placar, sem conseguir uma boa onda, o brasileiro emendou duas manobras cinematográficas, um 9.43 e uma onda perfeita, nota 10.

Final

O brasileiro manteve o ritmo na final, justo contra o vice-campeão Julian Wilson. Em um duelo de alto nível, ele novamente precisou virar e venceu a disputa com 18.34 (8.77 e 9.57) contra 16.70 (7.93 e 8.77) do australiano. Na saída da água, foi festejado pela torcida.

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