Menu
31 de março de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Festa

Valu mostra força da tradição

No sábado grupo arrastou 35 mil foliões à Esplanada Ferroviária

23 Fev2020Da redação15h38

No dia do seu 14º desfile, no sábado, 22, o Cordão Valu, mostrou força mais uma vez e, porquê, é o maior representante do Carnaval de Campo Grande, não só o de rua, mas de toda a Folia de Momo, na cidade.

Apesar do fato de, na mesma noite, estarem acontecendo outros eventos de Carnaval, como o da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o Cordão, mesmo assim, de acordo com dados oficiais da Guarda Municipal, arrastou 35 mil foliões à Esplanada Ferroviária, em sua primeira festa oficial, no reinado de Momo, de 2020. A Guarda utiliza drone para a verificação do público.

E, como nos anos anteriores, o evento desse sábado, também transcorreu normalmente, até o encerramento, às 23 horas, e depois durante a dispersão, dentro do recinto do Cordão. Uma demonstração desse clima de normalidade, foi o posto da Cruz Vermelha, instalado no Complexo Ferroviário, que atendeu poucas pessoas, com problemas sem gravidade, a maioria por excesso de bebida alcoólica.

O que imperou mesmo entre os foliões do Valu, foi a alegria. Todos cantaram e dançaram até o final do evento. Entre os foliões, muitas crianças, e bastante gente com fantasia, como manda a tradição do Cordão.

Desfile e show

Passava um pouco das 17 horas, quando o cortejo deixou a Esplanada, que já apresentava naquele momento, um enorme público. Puxado pela Charanga de Marchinhas do Cordão, o desfile percorreu ruas e avenidas do centro de Campo Grande.  E, no embalo das antigas canções de Carnaval, os seguidores transpiravam folia por todos os poros. Era o Cordão Valu, ocupando o espaço público, como rege a tradição da festa brasileira mais popular.

 Ainda antes do cortejo largar, Silvana Valu, a líder do grupo, saudou o público, e lembrou que o Carnaval 2020 do Cordão, é todo dedicado às mulheres.

“Não vamos reverenciar essa ou aquela mulher indistintamente, mas sim, todas, para valorizar a força delas”, exaltou.

De volta à Esplanada, após cerca de1 hora de cortejo, a Charanga subiu ao palco instalado no local, e seguiu tocando antológicas marchinhas, e também o frevo, uma novidade deste ano, mantendo o pique dos foliões, preparando-os para a fervura que iria continuar, com as três apresentações especiais da noite.

Às 19h30, Edir Valu, pai da líder do Cordão, o único interprete masculino da festa, subiu ao palco, ao som de um samba, vindo da Banda do Cordão Valu, outra novidade deste Carnaval.

“Esse é o som do meu país, o samba!”, exaltou Edir, emocionado. E soltou a voz em uma canção clássica da MPB: “Não deixa o samba morrer...”

Com repertório de sambas raízes, o cantor mexeu com o público. Na última canção da sua participação, “Quero botar o meu bloco na rua”, um momento de emoção: Silvana, conduzindo o novo estandarte do Cordão, todo estilizado, e vários dos fundadores e seguidores do Valu, invadiram o palco, e cantaram junto.

Depois, vieram as cantoras, Marta Cel, e Juci Ibanez. Com uma seleção musical recheada de samba tradicional, samba-enredo, do balanço da Bahia, do afro samba, e axé, elas fizeram a Esplanada estremecer.

 A canção,“Abra as suas asas”, interpretada por Juci Ibanez, encerrou a noite. O casal Silvana Valu e Jefferson Contar, coordenadores do Cordão, ao lado de outros fundadores do grupo, despediram-se do público, convidando-o para a outra festa do Valu, na terça-feira, 25, no mesmo local.

Deuses, como fantasia

Para a primeira apresentação do Cordão, neste Carnaval, Silvana e Jefferson, se inspiraram em deuses, grego e romano, para as suas fantasias, de acordo com o tema “mulheres”, as reverenciadas pelo Cordão, este ano.

Com uma roupa toda dourada, Silvana encarnou a deusa grega, Medusa, símbolo da fúria da mulher. Diz a mitologia, que ela foi abusada por Netuno, deus romano e, por isso, castigada pela deusa Atena, que a transformou em um monstro.  Já Jefferson, vestiu a fantasia   representando Netuno.

Veja Também