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Carnaval 2015

Igrejinha tem 1º mulher mestre de bateria de MS

Nayara Thomaz, 24 anos, enfrentou preconceito em posto praticamente masculino

14 Fev2015Talitha Moya07h00
(Foto: Kísie Ainoã)
  • Desde 2008, Nayara comanda bateria da Escola Igrejinha e até hoje se emociona ao entrar na avenida
  • (Foto: Kísie Ainoã)
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Ela tem samba no pé, na cabeça, nas mãos, no coração. Não, ela não é passista nem porta-bandeira. Seu nome é Nayara Thomaz, 24 anos, e desde 2008 ela é a Mestre de Bateria da Escola de Samba Igrejinha em Campo Grande. Única a conquistar tal posto em Mato Grosso do Sul, a jovem enfrentou o preconceito, mas hoje é uma das maiores representantes da agremiação.

“Além de ser um desafio, me sinto honrada e orgulhosa por ser a única mulher a frente da bateria e poder mostrar que é possível ter voz de comando em uma escola de samba”, destaca Nayara que aos 10 anos de idade começou na Igrejinha como passista, foi destaque de carro alegórico até chegar no comando dos ‘guris dos tamborins’.

A paixão da jovem pelo universo do samba aconteceu por influência do pai, Paulo Freire, antigo mestre de bateria da Igrejinha. “Sempre admirei a bateria porque é a alma da escola, que dá vida ao desfile e alimenta os foliões”, enfatiza. Em 2008, quando surgiu o convite para comandar a bateria da agremiação, Nayara sabia que não seria fácil. Afinal, ela estaria em um posto ocupado a vida inteira por homens e à frente de 90 integrantes, sendo 80% homens. “No início, muitos não aceitavam ter uma mulher como mestre e chegavam a abandonar o instrumento e se negavam a tocar”, lembra Nayara que ainda é confundida como sendo a Rainha de Bateria. “Mulher vai além da beleza”, acrescenta.

Mas, aos poucos, Nayara conquistou o respeito e admiração dos membros da bateria e hoje é dona do espaço.  No mesmo ano em que a jovem assumiu a bateria, a Igrejinha foi campeã do Carnaval de Campo Grande, um prenúncio de que Nayara estava no lugar certo.

Como em uma orquestra sinfônica, a jovem cumpre com satisfação o papel de maestro e conduz o coração da escola ao som do repinique, instrumento responsável por conduzir a bateria da escola.  “Para estar no comando, tem que ter amor ao samba, na música, paciência e saber sobre cada instrumento que compõe o conjunto”, menciona. E quando a mestre toca o apito, impossível conter a emoção. “Neste momento, eu quase choro. Não há palavras para descrever quando vejo o resultado de todo o trabalho e sacrifícios”, descreve Nayara. Quem quiser conferir a única mulher mestre de bateria do Estado em ação, a Escola Igrejinha desfila por volta das 11h na terça-feira, 17. 

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