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26 de agosto de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Petrobras

Venda da UFN3 será assinada neste mês

Empresa russa Acron vai comprar fábrica de fertilizantes nitrogenados localizada em Três Lagoas

14 Ago2019Da redação14h14
(Foto: Divulgação)
  • (Foto: Divulgação)

O protocolo de intenções para a venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), de Três Lagoas-MS, será assinado até o fim deste mês de Agosto, segundo o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. A compradora é a empresa russa Acron, maior produtora de fertilizantes do mundo.

Roberto Castello Branco participou de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado na tarde desta terça-feira (13) para falar a privatização de refinarias e das fábricas de fertilizantes contidas no plano de desinvestimentos da Petrobrás, entre outros assuntos. Ao final da reunião, ele encontrou-se com a senadora Simone Tebet (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

Simone comentou com Castello Branco sobre a importância da retomada da fábrica não só para Três Lagoas, como para a região Centro-Oeste e o agronegócio brasileiro.

A UFN3 tornará o País autossuficiente na produção de fertilizantes. Além disso, vai gerar milhares de empregos durante a finalização da obra. Quando a fábrica entrar em operação, há estimativas de criação de até 10 mil empregos diretos e indiretos. “As obras serão retomadas e haverá geração de emprego e renda para a região”, disse Simone. Foi Simone Tebet, enquanto prefeita de Três Lagoas, que cedeu o terreno para o empreendimento.

Está previsto para o primeiro semestre do próximo ano o reinício das obras. A fábrica estava mais de 80% concluída quando a obra foi interrompida, em dezembro de 2014. Estima-se que as operações da fábrica iniciem em 2024.

A Acron produz e comercializa fertilizantes em mais de 60 países. Está negociando a prorrogação dos incentivos fiscais como governo do Estado e fechou acordo com a Bolívia para o fornecimento de gás.
A venda da UFN3 para o conglomerado europeu tornou-se possível após a autorização do STF, em junho deste ano, para que a venda de subsidiárias de empresas públicas ou sociedades de economia mista pudesse ocorrer sem autorização do Congresso ou licitação.

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