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Da redação | Segunda, 26 de Dezembro de 2016 - 15h40Tradicional mercado fecha e não paga funcionáriosTrabalhadores demitidos já estão acionando a Justiça para tentar receber seus direitos

  
Comércio tradicional fechou as portas na sexta-feira passada em razão de dificuldades financeiras (Foto: Marco Miatelo)
  • Comércio tradicional fechou as portas na sexta-feira passada em razão de dificuldades financeiras
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Tradicional comércio de frutas e verduras que funcionava há 35 anos em Campo Grande, fechou as portas das duas unidades e os 45 funcionários dispensados estão reclamando salários, 13º e acertos trabalhistas que não receberam. O caso está sendo acompanhado pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande que já acionou a Justiça Trabalhista.

O último dia de expediente na matriz foi na sexta-feira passada, 23 de dezembro. “Não tem mais comércio”, teria dito a proprietária, desencadeando uma situação tensa no local. Houve discussões. Funcionários se desesperaram com a falta de respostas precisas sobre o pagamento dos salários e direitos.

“Na sexta-feira, teve gente que pegou um vale de R$ 100,00. Outros pegaram frutas e verduras que ela (patroa) deixou pegar. Eu não peguei nada porque não tinha mais nada (...) Teve gente que foi lá reclamar, teve discussões foi horrível”, relatou uma funcionária.

A proprietária do comércio pediu aos funcionários que procurassem o escritório de contabilidade da empresa para encerrar os contratos trabalhistas e receber salários e 13º.

Contudo, ao chegarem ao local, os trabalhadores descobriram que o escritório sequer havia sido informado sobre o fechamento das lojas. Não havia qualquer documento para assinar e muito menos dinheiro para ser entregue aos funcionários.

Alegando dificuldades financeiras, a empresa começou as demissões no mês passado quando fechou a primeira unidade e não pagou os trabalhadores. “O sindicato já move ações trabalhistas. Entremos na Justiça com pedido de tutela antecipada de FGTS e seguro desemprego em favor desse primeiro grupo de demitidos em novembro, cerca de 30 pessoas”, relata o diretor de Comunicação do Sindicato André Luiz Garcia.  

Durante muitos anos, o comércio foi uma referência na venda de produtos diferenciados, frescos e de boa qualidade.  As lojas ofereceriam mercadorias diversas, mas eram especializadas no segmento de hortifruti, que representava 40% do faturamento da empresa. No auge das vendas, as lojas chegaram a ter mais de 12 mil itens disponíveis.

Porém, neste ano, as dificuldades apareceram. Os salários estavam sendo pagos com atraso há cerca de três meses, segundo o apurado pelo sindicado laboral. A entidade pede que os funcionários dispensados procurem o sindicato para dar início à ação trabalhista. Contudo, será necessário ter paciência, pois, qualquer medida judicial só será possível após 23 de janeiro quando termina o recesso do Poder Judiciário.

O Diário Digital buscou contato com a empresa, mas ninguém atendeu aos telefones. Advogados da empresa também não foram localizados nos telefones celulares.

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