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29 de maio de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Crise

Trabalhadores informais se reinventam

Autônomos tentam driblar crise em meio à pandemia do novo coronavírus

20 Mai2020Thays Schneider10h15
(Foto: Luciano Muta)
  • (Foto: Luciano Muta)
  • (Foto: Luciano Muta)

Neste período de pandemia, marcado por crise em praticamente todos os setores da economia, todos contabilizam perdas. Mas para os que estão fora do mercado forma de trabalho, o impacto pode ser ainda mais acentuado. Os profissionais autônomos enfrentam a dura realidade de não saber quando o dinheiro e clientes voltarão. A propagação do covid-19 colocou os brasileiros em quarentena e no Mato Grosso do Sul o número de desempregados vem aumentando.

Há mais 16 anos vendendo chipa e cafezinho na região central da Capital, Leticia Queiroz conta que as vendas diminuíram pela metade. Antes da pandemia ela chegava a vender 350 chipas e atualmente comercializa,  no máximo, 200 unidades do salgado.  “ As vendas caíram drasticamente, meus clientes a grande maioria acabaram sendo demitidos. Precisei me reinventar. Durante os dias que fiquei em casa comecei a fabricar pães caseiros e vender em casa mesmo e foi a única maneira que encontrei para garantir o dinheiro para comprar comida. Eu e meus pais sobrevivemos das vendas eu consegui me formar em assistência social vendendo chipa", afirma Leticia. Esperançosa, ela acredita que tudo será uma fase: "creio que tudo passará logo", ressalta.

Durante a pandemia muitos trabalhadores  perderam o emprego, mas teve gente que encontrou uma oportunidade de garantir o sustento da família. É o caso de Viviane Pereira que foi desligada da loja onde trabalhava e agora encontrou outra fonte de renda. “ Estava desempregada e meu pai me deu a ideia de vender máscaras. Uma costureira fabrica e vendo todos os dias aqui no centro em média 80 máscaras. No começo cheguei a vender 170’, relata.

Viviane revela que a procura pelas máscaras é grande. Ela vende para enfermeiros e para as lojistas que trabalham na região central. A trabalhadora autônoma utiliza as redes sociais para divulgar o trabalho. Para Vivine  o momento é de ajudar o pequeno empreendedor. Comprar dos pequenos e autônomos e uma forma de apoiar  quem procura uma maneira de contornar a crise econômica.

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