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18 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
FGTS

Quase 10 milhões de brasileiros vão usar FGTS para pagar dívidas

Maior parte vai pagar pendências do cartão de crédito, seguido pelas contas atrasadas de telefone, água e luz

12 Set2019R7.com09h38

Pesquisa do CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), divulgada nesta quinta-feira (12), aponta que 9,7 milhões de brasileiros (38%) devem usar o saque do FGTS para quitar todas ou pelo menos parte das dívidas pendentes.

A maior parte dos endividados vai pagar o cartão de crédito (42%), contas atrasadas de telefone (20%), contas de luz (18%), água (16%), empréstimos bancários (16%) e empréstimos com parentes ou amigos (16%).

Os saques começam a ser liberados nesta sexta-feira (13). Os trabalhadores nascidos entre janeiro e abril com conta poupança na Caixa Econômica Federal aberta até 24 de julho deste ano vão ser os primeiros a receber o dinheiro. 

Um terço dos brasileiros deve guardar ou investir o dinheiro, enquanto 24% vão usar o dinheiro para cobrir despesas básicas do dia a dia. 17% vão realizar compras em supermercados, 13% pretendem realizar compras de produtos e serviços e 10% antecipar pagamento de compras que não estão em atraso como, prestações de casa, carro, crediário e cartão de crédito.

Nem todos vão sacar

Cada contribuinte tem direito ao saque de até R$ 500 por conta, ativa ou inativas. Segundo a pesquisa, 45% dos beneficiários pretendem realizar o saque. Outros 43% não têm interesse de fazê-lo neste momento, enquanto 12% ainda não decidiram.

Entre quem decidiu não sacar o dinheiro, 60% preferem deixar o dinheiro guardado no caso de demissão e 30% consideram o limite de R$ 500 muito baixo para o saque valer a pena.

Há ainda 19% de entrevistados que preferem deixar o dinheiro à espera da aposentadoria e 6% que querem evitar a burocracia e as longas filas nas agências bancárias para realizar a retirada.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi feita com 800 consumidores de ambos os sexos, todas as classes sociais e acima de 18 anos em 12 capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém, que juntas somam aproximadamente 80% da população brasileira. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. 

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