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23 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Economia

Preço da soja e do milho em MS se mantém estável em setembro

Um dos motivos para a estabilidade do preço da soja é a comercialização lenta

8 Out2016Da redação15h47

O sojicultor sul-mato-grossense recebeu, em média, R$ 71,38 pela saca de soja em setembro deste ano, com leve alta de 0,18% em relação ao que era cotado no mês. Os dados são do último Informativo Casa Rural, elaborado pelo Departamento de Economia do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve retração nominal de 1,44%.

O analista econômico do Sistema Famasul, Luiz Eliezer Gama, explica que um dos motivos para a estabilidade do preço da soja é a comercialização lenta.

"Dentro do mês de setembro, houve um crescimento de apenas 1,07 ponto percentual do volume comercializado nesta safra. O produtor está muito focado no plantio da oleaginosa e não está olhando tanto para o mercado", avalia.

Simultaneamente, para Gama, há influência dos Estados Unidos, que está em época de colheita. "Essa contraposição ao avanço do plantio no Brasil causa maior lentidão no mercado interno", explica o economista.

A expectativa para os próximos meses ainda é de relativa estabilidade. "Os Estados Unidos terão produção recorde, o que poderá influenciar os preços no mercado brasileiro. Conforme a colheita americana avança, a projeção é de que os preços se mantenham em torno de R$ 70 em Mato Grosso do Sul, mas vai depender também do movimento da taxa de câmbio", evidencia Luiz Eliezer.

Milho

A saca de milho encerrou o mês de setembro negociada em média a R$ 32,13, com alta de 0,59%. No comparativo com setembro de 2015, houve alta de 37,3%. O analista explica que o aumento das exportações resultou na escassez do mercado interno. "Com a valorização do dólar, o milho ficou muito competitivo, o que ocasionou a aceleração das exportações", afirma. No acumulado de janeiro a setembro deste ano em relação ao ano passado, houve crescimento de 37,14% no volume exportado.

Outro ponto a considerar é a quebra da safra do milho em mais 30% em Mato Grosso do Sul. A expectativa inicial era colher mais de 9 milhões de toneladas, os números atuais se mantêm em 5,9 milhões, o que resulta na manutenção do preço ainda elevado no mercado interno.

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