Campo Grande •14 de Dezembro de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Terça, 1 de Agosto de 2017 - 14h00O doce, lucrativo e trabalhoso negócio do melPioneira em MS, indústria Vovô Pedro produz em toneladas e é referência no setor

  
Apiários Vovô Pedro produz 300 toneladas de mel por ano; produção é exportada para Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rondônia e Acre (Foto: Marco Miatelo)
  • Apiários Vovô Pedro produz 300 toneladas de mel por ano; produção é exportada para Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rondônia e Acre
  • Propriedade da família fica na região das Moreninhas, em Campo Grande (Foto: Marco Miatelo)
  • Simpática loja na entrada da propriedade tem produtos variados e não só da marca Vovô Pedro (Foto: Marco Miatelo)
  • Nos laboratórios, qualidade da produção é sempre avaliada (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Divulgação)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
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A doçura do mel conquistou a família Dembogurski a tal ponto que o gosto tem passado de geração para geração. Hoje, a indústria familiar Vovô Pedro na região das Moreninhas, em Campo Grande, produz cerca de 300 toneladas de mel por ano e vende para vários estados brasileiros. A marca é conhecida e querida dos sul-mato-grossenses e de consumidores em Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rondônia e Acre. A fábrica também é habilitada a exportar a produção para além das fronteiras brasileiras. "Porém, nossa produtividade mal consegue atender esse mercado interno que consome muito mel", relata o fundador da empresa Albano Artur Dembogurski. 

O nome Apiários Vovô Pedro é uma homenagem ao avô Pedro Dembogurski. Foi dele que Albano Dembogurski herdou os primeiros apiários. Com apenas seis anos de idade, Albano já acompanhava Vovô Pedro na lida com as abelhas, no interior do Rio Grande do Sul, e acabou apaixonado pelos laboriosos insetos. Estudou Zootecnia e pesquisou o comportamento das abelhas a fundo, tanto que hoje é apontado como uma autoridade no assunto. O empresário afirma que a atividade é rentável, contudo, trabalhosa. "É algo muito vocacionado, por isso, poucos permanecem", analisa.

Para fazer o negócio de apicultura vingar, é preciso trabalhar tal qual as abelhas. "As vezes saio cedo para o serviço de campo e quando volto, estou de três a quatro quilos mais leve. Esse é o tipo do negócio que o próprio dono tem que se envolver. Nunca vi funcionar de outra forma", comenta. Albano cuida de suas abelhas ajudado por dois ou três auxiliares, mão de obra que, segundo ele, tem grande rotatividade.Ao todo o Apiários Vovô Pedro tem 700 colmeias, o que representa cerca de 70 milhões de abelhas. A produtividade de cada colmeia de propriedade de Albano é de 68 quilos de mel por ano, quantidade muito superior à média nacional que é de 17 quilos por ano. O ótimo desempenho se deve ao competente manejo e conhecimento em botânica e biologia, o que Albano adquiriu ao longo de uma vida inteira dedicada à apicultura.

 Apesar da grande produtividade própria, a indústria complementa sua produção com ajuda de outros apicultores parceiros, de vários municípios do Estado, que vendem o mel aos Apiários Vovô Pedro. A forte rede de contatos que alimenta a indústria se explica pelo fato de que seu fundador é pioneiro no ramo. Ele afirma ter sido o primeiro apicultor em Mato Grosso do Sul. Foi Albano, aliás, quem doou as primeiras colmeias para as aulas de apicultura da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Sem referências - Albano e sua esposa Sônia Alexandrino, também zootecnista e entusiasta da apicultura, chegaram a Campo Grande em 1982, vindos do Paraná. O começo foi difícil. Pois, a região era totalmente diferente daquela em que trabalhavam no que diz respeito ao clima, vegetação e ainda pela falta de apicultores para servir de referência. No ano seguinte, Albano uniu interessados por abelhas e fundou a Associação Sul-matogrossensse de Apicultores (ASA). Com a troca de experiências, os problemas começaram a ser contornados o que garantiu que a apicultura, enfim, se tornasse um negócio no Estado.Para Albano, aliás, um ótimo negócio. Basta caminhar pela propriedade batizada de Cidade das Abelhas, que abriga a indústria, para se certificar de que a empreitada foi bem sucedida. Logo na entrada, uma simpática lojinha com produtos próprios e outras variedades é um convite às compras. No balcão, o litro do mel Vovô Pedro custa cerca de R$ 28. Na venda por atacado, entretanto, o preço dependerá da quantidade e peridiocidade do cliente. O lucro de, no mínimo 30%, está sempre garantido.

Caminhando pelo interior da unidade, o que se vê é uma indústria organizada e moderna. Há laboratórios que avaliam a qualidade do produto e um entreposto de mel com Serviço de Inspeção Federal (SIF). A fila de barris cheios de mel é quase de perder de vista. A área de envazamento segue o ritmo e regras industriais. Por ali, são preparados para a venda o mel e outros produtos das abelhas como polén, própolis, cera, geleia real que fazem parte da linha Vovô Pedro.

Antes de seguir para o envazamento, o mel passa cerca de 48 horas em processo de decantação para retirar possíveis impurezas. "Quando chega no tonel para ser envazado é a parte simples do negócio. O difícil vem antes que é a produção", afirma Albano.Viagem das abelhas - De fato a apicultura exige disposição. Para garantir a produtividade constante do mel é preciso viajar com as abelhas. As colmeias são levadas para localidades onde está havendo florada que é o alimento natural do campo para as abelhas. As floradas podem ser de crotalária, eucalipto e outros. O mel Vovô Pedro é fruto de sete ou oito floradas diferentes, o que faz dele, segundo Albano, um produto completo com vários hormônios florais.

"Para o negócio dar certo, você precisa dominar a botânica da região", aponta. Outra motivação para a viagem é a necessidade de levar as colmeias para longe do barbatimão, planta que intoxica e mata as abelhas. Conforme Albano, a importância das abelhas para a humanidade vai muito além da produção do mel. "Esse inseto é o principal agente polinizador que existe. Sem abelha, a gente não teria nem capim", afirma.

Uma vez garantida a produtividade das colônias, é preciso ir a campo bem cedo para fazer a colheita. A extração de mel é o principal trabalho do apicultor durante o ano, atividade que parece não cansar Albano. Além dele e da esposa, também estão envolvidos no negócio, seu filho Alexangelo, e a nora, responsável pelos laboratórios.

Os Dembogurski estão na atividade há mais de 130 anos e sua influência, atualmente, vai muito além dos laços familiares. O trabalho dos descentes de Vovô Pedro é referência para os apicultores de todo Estado. A propriedade Cidade das Abelhas, aliás, recebe para fins didáticos e pedagógicos, estudantes de todas as faixas etárias desde pré-escola até universitários.

Mel em MS - Em Mato Grosso do Sul, assim como no restante do País, a apicultura é um negócio essencialmente familiar. Atuam no Estado cerca de 700 apicultores, de forma que ao todo, 2,8 mil pessoas estão envolvidas na atividade em território sul-mato-grossense, se considerado o número de quatro pessoas por família. Os dados são da Federação de Apicultura e Melicultura de Mato Grosso do Sul (Feams).

Conforme a entidade, a produção de mel está em ascensão e tem condições de crescimento, graças à presença de florestas em MS. “Em 2016, foram produzidas no Estado cerca de 600 toneladas de mel. Porém, é possível aumentar. Temos potencial para mais. Nosso desafio é organizar o setor e criar a cultura da apicultura”, relata o presidente da Feams Claudio Ramires Kochi, que também preside uma cooperativa no segmento, assunto de reportagem que será veiculada pelo Diário Digital nesta terça-feira, 1 de agosto.

Mel para saúde - O mel é o único alimento naturalmente doce que contém proteínas e sais minerais, como potássio e magnésio, importantes para a saúde. O produto é considerado anti-séptico, antioxidante, anti-reumático, diurético, digestivo, expectorante e calmante. Assim o mel é indicado para prisão de ventre e má-digestão, úlceras gástricas e bronquite, asma e dor de garganta. Se passado na pele, o mel pode torná-la mais macia, uniforme e sem manchas.

O mel engorda porque é doce e tem quase as mesmas calorias do açúcar branco. O produto não é aconselhado para crianças entre 1 e 3 anos de idade, devido à possibilidade do intestino, ainda imaturo, não impedir a entrada de pequenos micro-organismos, presentes no mel. Também não é recomendável para diabéticos e pessoas com tendências a alergias. (Fonte: tuasaude.com)

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