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17 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Surpresa

Mabel de Três Lagoas encerra as atividades

Indústria ativada em 1998 empregava cerca de 300 funcionários

15 Abr2019Da redação18h19

A Mabel, uma das primeiras indústria de linha de produção de Três Lagoas, fechou suas portas nesta segunda-feira (15). Inaugurada em 1998 e adquirida pela multinacional PepsiCo em 2011, a empresa detém as marcas Mabel, Elbi's, Kelly e Skiny. Já a PepsiCo é detentora das marcas Elma Chips, Quaker, Toddy e Toddynho.

Em Três Lagoas, a empresa empregava cerca de 300 funcionários, segundo informado por Rose Pimentel, da equipe de comunicação da PepsiCo.

O anúncio do fechamento da fábrica pegou os três-lagoenses de surpresa. Aconteceu uma reunião entre o secretário de desenvolvimento de Três Lagoas, José Aparecido de Moraes, com os representantes da indústria, mas a decisão, tomada corporativamente, parece irreversível.

Em comunicado divulgado entre seus colaboradores nesta manhã, a empresa afirma que a empresa concentrará sua produção de biscoitos nas plantas de Sorocaba, Aparecida de Goiânia e Itaporanga D'Ajuda (Sergipe).

Ainda segundo o comunicado, "esta decisão tem como base a estratégia da companhia de promover um reequilíbrio estratégico de seus recursos, redirecionando a eficiência em sua cadeia operacional para um melhor aproveitamento da capacidade produtiva das plantas que produzem biscoitos no Brasil".

A PepsiCo afirma que auxiliará os ex-funcionários a se recolocarem, oferecendo "pacote financeiro adicional às verbas rescisórias legais, de acordo com os anos trabalhados, e todo o suporte necessário neste momento de transição, incluindo ações como workshops sobre empreendedorismo, planejamento financeiro e preparação de currículos, que inclusive serão distribuídos para outras empresas da região".

Durante o anúncio dos resultados globais, divulgados pela companhia em fevereiro, a marca tinha anunciado a reestruturação com a previsão de gerar uma economia anual de até US$ 1 bilhão até 2023. O plano levava em conta a demissão de funcionários e o fechamento de fábricas. Segundo o anúncio, o processo deve gerar despesas de aproximadamente US$ 2,5 bilhões até 2023. Em 2019, os gastos devem atingir US$ 800 milhões.

A gigante de alimentos e bebidas registrou um lucro líquido de US$ 6,85 bilhões no quarto trimestre de 2018, resultado bem diferente do aferido no ano anterior. Em 2017, a PepsiCo amargou prejuízos de US$ 710 milhões.

(Com informações do site de notícias Perfil News) 

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