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22 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Economia

Instituições financeiras esperam redução da Selic para 14% ao ano

Na última reunião deste ano, nos dias 29 e 30 de novembro, as instituições financeiras esperam por nova redução da Selic

17 Out2016Da Agência Brasil09h10

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, nesta semana. Amanhã e na próxima quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se para definir a taxa de juros, que atualmente está em 14,25% ao ano.

Na última reunião deste ano, nos dias 29 e 30 de novembro, as instituições financeiras esperam por nova redução da Selic. Segundo a projeção divulgada no boletim Focus (relatório semanal do BC), a Selic deve terminar 2016 em 13,5%. A estimativa anterior era 13,75%. Para 2017, a expectativa é de que o Copom dê continuidade ao ciclo de redução da Selic, que deverá encerrar o período em 11% ao ano.

A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Inflação

A divulgação da inflação de setembro, menor do que se esperava, contribuiu para reduzir a projeção da Selic. No último dia 7, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,08% em setembro, o menor nível para o mês desde 1998, quando chegou a -0,22%. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 8,48%, abaixo dos 8,97% acumulados até agosto deste ano, mas acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é de 6,5%

Para este ano, as instituições financeiras reduziram de 7,04% para 7,01% a estimativa para o IPCA. Esta foi a quinta redução consecutiva. Para 2017, a expectativa passou de 5,06% para 5,04%, na segunda queda seguida.

As instituições financeiras também fazem projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Neste ano, a expectativa de queda do PIB passou de 3,15% para 3,19%. Em 2017, a projeção de crescimento foi mantida em 1,3%.

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