Campo Grande •20 de Janeiro de 2017  • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Da redação | Quarta, 4 de Janeiro de 2017 - 11h58Campo Grande está entre as menores do paísEm 2016 variação de preços só foi maior que outras três capitais brasileiras

Com 5,04% Campo Grande teve uma das menores índices inflacionários de todo o país sendo superada apenas por Recife (4,23%), Curitiba (4,61%) e São Paulo (4,96%). Em 2016, o valor acumulado da cesta básica aumentou nas 27 capitais do país, onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realizou mensalmente, durante todo o ano, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas foram registradas em Rio Branco (23,63%), Maceió (20,69%) e Belém (16,70%).

Entre novembro e dezembro, o valor da cesta diminuiu em 25 cidades. As quedas mais expressivas foram registradas em Aracaju (-5,11%), Campo Grande (-4,16%) e São Luís (-4,13%). As altas foram anotadas em Manaus (0,22%) e Rio Branco (0,97%). O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 459,02), seguido de Florianópolis (R$ 453,80), Rio de Janeiro (443,75) e São Paulo (R$ 438,89). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 347,96), Aracaju (R$ 349,68) e Natal (R$ 351,96).

Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.940,41, ou 4,48 vezes o piso vigente.

Em dezembro de 2016, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 98 horas e 59 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 100 horas e 56 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, 48,90% do salário para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 49,87%.

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