Campo Grande • 02 de dezembro de 2016 • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Da redação | sexta, 14 de outubro de 2016 - 10h40Inflação na Capital cai pela quarta vezÍndice de Preços ao Consumidor de agosto fechou em 0,26%

Preços estão queda nos últimos meses na Capital
Preços estão queda nos últimos meses na Capital (Foto: Arquivo Diário Digital)

Em setembro, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) fechou em 0,26%, uma queda de 0,04% em relação ao mês anterior, que apresentou inflação de 0,30%. O indicador também ficou abaixo do registrado em setembro de 2015, quando chegou a 0,57%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp.  Esta foi a quarta queda consecutiva em 2016 e resultou no menor índice do ano, até o momento.

De acordo com o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, os principais responsáveis pela inflação do mês passado foram “os grupos Transportes, com índice de 1,37% e contribuição de 0,20%, e Habitação, com aumento de 0,44% e colaboração de 0,14%. Já o grupo Alimentação contribuiu para segurar a inflação, pois registrou deflação de -0,31% e contribuição de -0,06% para o índice geral”. 

Acumulado

A inflação acumulada nos últimos doze meses caiu de 9,33% (até agosto) para 8,99%, mas ainda está acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).  No acumulado de 2016, a inflação já atinge 5,84%, ultrapassando o centro da meta do CMN. Registraram os maiores índices no período: Educação (11,13%), Alimentação (7,64%), Despesas Pessoais (7,54%) e Saúde (6,95%).

Para pesquisador da Uniderp, esse resultado sinaliza que “mesmo com redução, a inflação acumulada de 2016 não deve atingir o teto da meta, como é esperado pelo governo, pois a queda está muito lenta”, explica Celso. Nos últimos 12 meses os maiores índices acumulados por grupo foram: grupo Alimentação (15,23%), Educação (12,77%), Transportes (9,83%) e Despesas Pessoais (9,16%). “Percebe-se, que a inflação tem impactado com mais força as classes de menor poder aquisitivo, que priorizam a alimentação nesse período de dificuldade”, complementa o professor.

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