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21 de maio de 2018 • Ano 7
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Incentivos

Indústria apresenta proposta à revisão dos incentivos

Proposta é a criação de um Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal

14 Fev2017Da redação07h08

Na 1ª rodada dos “Encontro Setorial da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, realizada pelo Sindivest/MS, Sindigraf/MS e Sindical/MS,na noite desta segunda-feira (13/02), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou aos empresários e trabalhadores da indústria parte da proposta a ser sugerida ao governador Reinaldo Azambuja em resposta à revisão dos incentivos fiscais para o setor e a criação do Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal, que obrigaria as indústrias beneficiadas a contribuírem com 10% do que deixam de pagar de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Segundo Longen, os industriais teriam a opção de aderir ao Fundo Estadual de Estabilidade Fiscal em troca da renovação, por mais cinco anos, dos incentivos já concedidos. “Essa proposta foi apresentada ao governador como alternativa para estancar o déficit de arrecadação, que é a principal alegação do Executivo estadual para rever os benefícios já concedidos à indústria. Por meio dela, o empresário que tiver interesse poderá contribuir com esse Fundo sem comprometer suas atividades e compensando os investimentos”, declarou, informando que a sugestão também foi discutida com os secretários estaduais de Governo, Eduardo Riedel, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck.

Ele foi bastante incisivo ao afirmar que a quebra dos contratos de incentivos já concedidos às indústrias do Estado é “inadmissível” e alertou, ainda, para o cenário de preocupação dos industriais. “Muitos empresários, de diversos segmentos da indústria, já me procuraram bastante temerosos com essa questão da revisão dos incentivos”, ponderou. Representante da indústria de calçados Klin, instalada em Três Lagoas desde 2002, Carlos Alberto Mestriner afirmou que inclusive há possibilidade de demissões em massa porque, com o corte de incentivos, muitas empresas podem fechar as portas.

Desemprego

Também depois de falar sobre a situação das gráficas sul-mato-grossenses, o presidente do Sindigraf/MS, Julião Gaúna, comentou que, diante da crise, sindicalistas têm atuado para “fazer do limão uma limonada”. “Diante do desemprego, os sindicatos tentam fazer com que o desemprego seja uma coisa que cause impacto positivo, oportunizando a essa mão de obra represada que seja realocada no mercado de trabalho”, declarou.

Presidente do Sindical/MS, João Batista Camargo Filho ressaltou que a pauta de discussão é imprescindível no atual cenário econômico. “Conversar com o empresário neste momento de crise é muito importante diante das dificuldades que temos enfrentado”, reforçou. Com cartazes demonstrando a preocupação com a perda dos empregos, trabalhadores da indústria também participaram do evento. “A crise política e econômica no Brasil atingiu o limite e o trabalhador não pode ser penalizado, pagar o pato. O sindicato está pronto para participar de qualquer ação no sentido de impedir que empresas fechem as portas”, disse o presidente do Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas do Estado, Leodair Martins Rôa.

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