Menu
6 de abril de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Pesquisa Sebrae/Fecomércio

Campo-grandense almoça em casa

Geralmente é a mulher vai às compras com base nos gostos da família

22 Fev2020Da redação17h20

A maioria dos campo-grandenses, o equivalente a mais de 60%, gasta em média pelo menos R$ 40,00 por compra de hortifruti. É o que mostra um levantamento inédito sobre o comportamento de consumo dos produtos na capital realizado pelo Sebrae/MS e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS, divulgado nesta terça-feira (18).

Além do gasto médio, que indica um valor de consumo considerável, a pesquisa aponta que muitos consumidores não realizam um planejamento na hora de adquirir o hortifruti. Apenas 34% dos entrevistados sinalizaram fazer compras de maneira planejada e utilizando listas; 29% compram porque viram uma promoção, 22% compram de forma aleatória sem dia certo e 13% porque já estavam no local.

Para mais da metade dos consumidores, o hortifruti é comprado na quinta-feira, e 50% adquirem os alimentos uma vez na semana. Mais de 70% preferem ir ao supermercado, em segundo lugar, está o sacolão, e em terceiro, a feira. E, geralmente, a mulher vai às compras com base nos gostos da família: em 48% dos lares, ela é a responsável, e em 61% dos casos, os outros integrantes influenciam na escolha dos produtos.

Segundo a analista do Sebrae/MS e economista, Vanessa Schimdt, levando em conta o comportamento, os lojistas podem pensar em estratégias. “Os consumidores vão às compras toda semana porque preferem produtos frescos. A compra de hortifruti ocorre mais por oportunidade do que uma ida ao supermercado para isso. O lojista pode aproveitar para fazer uma promoção ou chamar atenção para a parte visual, porque esse consumidor tende a consumir por impulso”.

Na capital, o consumo de hortifruti está ligado a produtos de boa aparência. O estudo aponta que os 10 fatores mais importantes na decisão de compra são, respectivamente: poder escolher pessoalmente os produtos; a durabilidade; a aparência; a textura; o cheiro; o preço; aspectos nutricionais; produto higienizado; orgânico; e alimento pré-preparado – descascado ou cortado, por exemplo.

Outro destaque, que indica uma oportunidade para os pequenos negócios, é que mais de 90% dos pesquisados consomem frutas, verduras e legumes e mais de 90% dos almoçam em casa. “Esse cliente que compra do supermercado para fazer as refeições em casa, pode comprar dos supermercados pequenos, do supermercado de bairro, sacolão, entre outros”, disse a economista.

Consumo de orgânicos

Segundo a analista do Sebrae/MS, Vanessa Schimdt, os empresários interessados em investir na venda de orgânicos devem levar em consideração grupos específicos de consumo, já que a população campo-grandense em geral não atribui tanta importância para este critério.

“É uma oportunidade para nichos específicos que preferem este tipo de produto. Preferem orgânicos as mulheres, as pessoas com mais de 46 anos, as com Ensino Médio completo, pessoas casadas ou em união estável, pessoas com filhos e que não praticam exercícios físicos. Esses são os nichos que atribuem maior importância aos orgânicos”, disse.

A pesquisa ouviu 260 pessoas no mês de agosto de 2019, nos bairros Santa Fé, TV Morena, Coophatrabalho, Mata do Jacinto, Coronel Antonino, Monte Castelo, São Francisco, Santo Amaro, União, Coophavila II, Piratininga, Aero Rancho, Centenário, Moreninhas, Jardim Panamá e Parque do Lageado.

 

Veja Também

Preços dos ovos de Páscoa variam em 100%
Com 32 mil inativos, Ageprev quer que bancos flexibilizem consignados
Produção de petróleo e de gás natural têm queda em fevereiro
Caixa lançará na terça aplicativo para cadastro em renda emergencial
Santander anuncia prorrogação automática de parcelas de crédito
Governo publica MP que repassa R$ 16 bilhões a estados e municípios
Conheça as tecnologias que mais facilitam a vida dos empresários
Receita adia para junho pagamento da primeira cota do Imposto de Renda
Produção industrial de MS fica estável em fevereiro
Governo reduz pela metade contribuições pagas ao Sistema S por 3 meses