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25 de janeiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Custo de vida

Cesta básica subiu 6,64% em 2019

Custo da cesta em Campo Grande é o 9º maior em todo país

9 Jan2020Laureano Secundo10h47

Fechado ao ano de 2019, a pesquisa da cesta básica realizada pelo DIEESE no mês de Dezembro em Campo Grande apresentou o nono custo entre as dezessete capitais pesquisadas. Com variação de 6,64%, a cesta teve custo de R$ 450,08, o que significou um aumento de R$ 28,02 em relação ao valor desembolsado para aquisição dos itens alimentícios no mês de Novembro. Em 12 meses, o preço médio da cesta individual foi de R$ 429,37.

Comparando os meses de Dezembro de 2018 e de 2019, a oscilação foi de 6,43%. No mesmo mês do ano passado, a cesta básica para um indivíduo na capital morena teve custo de R$ 422,88, uma diferença a menor de R$ 27,20 em relação à cesta atual. Na comparação com o mês de Novembro, a cesta familiar -, usada para atender uma família composta por dois adultos e duas crianças, apresentou em Dezembro um custo de R$ 1.350,24, aumento de R$ 84,06. Em relação aos preços de 2018, o aumento em 2019 foi de R$ 81,60.

O custo da cesta familiar apresentou uma equivalência de 1,35 vezes com o salário mínimo bruto -, um novo aumento em 0,05 p.p. na comparação com Novembro. Já o nível de comprometimento do salário mínimo líquido2 para aquisição de uma cesta básica teve expressivo aumento em 3,05 p.p., uma vez que o percentual passou de 45,97% em Novembro para 49,02% em Dezembro.

Os trabalhadores que recebem um salário mínimo tiveram expressivo aumento na jornada de trabalho necessária para adquirir uma cesta básica: foi necessário trabalhar 6 horas e 11 minutos a mais em relação à Novembro, pois que a jornada foi de 99 horas e 13 minutos.

Um comportamento observado anteriormente se repetiu em Dezembro. Foi observada estabilidade nos preços do Arroz (0,00%) e do Pãozinho francês (0,00%). Os preços médios dos produtos foram de R$ 2,75 e R$ 11,15, respectivamente no acumulado do ano, ambos registraram retração: (-4,84%) do cereal e (-1,06%) do derivado. Cinco itens registraram baixas de preços: Banana (-15,60%), Batata (-8,45%), Manteiga (-2,15%), Açúcar cristal (-1,57%) e Óleo de soja (-0,50%). Exceto pelo tubérculo, todos os produtos reverteram a alta registrada em Novembro. Em 12 meses, o açúcar cristal teve retração de preços (-1,05%).

Como registrado no undécimo mês do ano, a Carne bovina (25,20%) foi o item com maior elevação de preços. O preço médio do quilo da carne foi de R$ 27,28 – em Setembro de 2019, foi registrado o menor preço médio da proteína na série anual (R$ 19,98).

Além da carne, registraram aumentos de preços a Farinha de trigo (4,57%), o Tomate (3,49%), o Feijão (2,93%), o Leite de caixinha (1,42%) e o Café (0,85%). Em 12 meses, o feijão carioquinha foi o item que registrou maior variação de preços (39,77%), e a farinha de trigo a menor variação positiva (1,40%). O preço médio do feijão carioquinha na capital foi de R$ 4,92, e R$ 2,90 foi o preço médio da farinha em Dezembro.

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