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23 de março de 2019 • Ano 8
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Inflação em Campo Grande

Feijão subiu 83,83% em fevereiro

O vestuário, saúde e habitação também colaboraram para aumentar o custo de vida

14 Mar2019Laureano Secundo09h24

Com alta de de 83,82% o Feijão, foi o grande vilão da inflação cujo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de fevereiro ficou em 0,53%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O resultado foi motivado por altas nos índices dos grupos Alimentação, Vestuário, Saúde e Habitação. "A alimentação se destacou pela alta de 2,54% em relação a janeiro, sendo o feijão o grande vilão do grupo", explicou o coordenador do Nepes da Uniderp, Celso Correia de Souza.

Apesar do indicador de fevereiro ter sido maior que o registrado em janeiro (0,24%), o pesquisador considera que a inflação para o mês está dentro da normalidade. "Foram registradas significativas deflações nos grupos Educação, Despesas Pessoais e Transportes que ajudaram a segurar o crescimento da taxa mensal", completa Celso.

A inflação acumulada nos últimos doze meses está em 3,89%, abaixo do centro da meta de 4,25% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) para 2019. Considerando os dois primeiros meses do ano, o acumulado é de 0,77%.

Para Celso, o novo método de formação de preços da Petrobrás auxiliou na queda dos valores da gasolina e do etanol, ajudando a retardar o crescimento da inflação mensal. Além disso, "o alto nível de desemprego, as altas taxas de juros praticadas na economia do Brasil, o endividamento da população, e a redução do consumo são fatores que têm ajudado a controlar a taxa", na visão do pesquisador.

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