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17 de agosto de 2018 • Ano 7
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II Congresso de Empresas Familiares
Custo de vida

Capital tem inflação em 0,33%

IPC/CG é calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp

10 Ago2018Da redação09h42

Depois do alto resultado de junho, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de julho desacelerou e fechou o mês em 0,33%, de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O indicador, que representa a inflação local, foi bem menor que o penúltimo levantamento, quando ficou em 1,17%, motivado pela greve dos caminhoneiros.

Na avaliação do coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, esse resultado não aparentou reflexos significativos causados pela paralização da categoria de transportadores, realizada em maio, como se era esperado. “O índice está dentro de uma certa normalidade, visto que outros meses deste ano já apresentaram taxas similares e julho é um período de inflação baixa”, analisa o professor. No comparativo entre os sete meses de 2018, este é o terceiro maior indicador do ano e bem superior a julho de 2017 (-0,27%).

Os grupos que mais contribuíram para a elevação da inflação no mês passado foram: Vestuário, com taxa de 1,65% e contribuição de 0,25%; Habitação, com índice de 0,53% e participação para o índice de inflação de 0,17%; Despesas Pessoais, com indicador de 1,06% e colaboração de 0,09%; Transportes, com índice de 0,50% e contribuição para o cálculo geral de 0,07%; e o grupo Saúde, com índice de 0,17% e contribuição de 0,01% para a inflação.

Apenas dois grupos apresentaram deflações, segurando o crescimento da inflação do mês. São eles: Alimentação, com deflação de (-1,81%) e contribuição para o índice de inflação de (-0,25%) e Educação, com deflação de (-0,25%) e contribuição para o índice de (-0,07%).

No acumulado dos sete primeiros meses de 2018, a inflação totaliza 2,44% e em 12 meses está em 4,05%, muito próxima do indicador estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CNM):  4,5% como meta da inflação para este ano.  “Não dá para afirmar que a inflação ficará abaixo dessa meta, como aconteceu no ano passado, em que o acumulado anual foi de 2,60%. Mas como a tendência da inflação de Campo Grande é de queda frente ao resultado expressivo de junho, existem possibilidades de que chegaremos em dezembro com uma taxa abaixo dos 4,5%. A greve dos caminhoneiros atrapalhou o governo na condução da inflação, que vinha em um ritmo muito bom, de primeiro mundo”, avaliou Celso.

O pesquisador também elenca outros fatores que podem impactar em um patamar de inflação acima do que o previsto pelo CNM. “O alto valor do dólar provoca o aumento de alguns produtos importados - como o trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos e gasolina – e pode favorecer às exportações brasileiras de grãos, carnes, etc., piorando a oferta interna e, consequentemente, aumentando os seus preços localmente, elevando a inflação”, contextualiza.  Situações como o nível de desemprego e as altas taxas de juros praticadas no Brasil, o que provoca o endividamento da população e freia o consumo, inclusive, de alimentos, pode ajudar a controlar a inflação, segundo Celso.

 

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