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20 de abril de 2019 • Ano 8
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Pecuária

Exportações de carne caem à metade

Greve dos caminhoneiros teve forte influência na redução das vendas ao exterior

11 Jul2018Da redação12h09

Apresentando queda pelo terceiro mês consecutivo, afetada profundamente pela greve dos caminhoneiros, que não permitiu embarques e ainda sentindo a ausência das importações da Rússia que não compra desde dezembro de 2017, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) apresentaram queda de 47% na quantidade e de 37% na receita no mês de junho. Com isso, o semestre foi encerrado com um crescimento de apenas 4% em toneladas e de 3% na receita.

No total, em junho, foram exportadas 64.910 toneladas com receita de US$ 317,7 milhões. Em 2017, no mesmo mês, foram exportadas 122.681 toneladas com receita de US$ 507,4 milhões. No acumulado do semestre, as exportações atingiram 681.910 toneladas e a receita US$ 2,71 bilhões contra 655.947 toneladas e US$ 2,63 bilhões nos primeiros seis meses de 2017.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados finais de movimentação até junho divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Para a ABRAFRIGO, o segundo semestre de 2018 será um período de recuperação das exportações porque tradicionalmente os maiores clientes elevam suas aquisições e porque se espera o retorno da Rússia que representava quase 10% das vendas brasileiras do produto. Em 2017, a Rússia já havia adquirido 75.105 toneladas de carne bovina brasileira no período.

Segundo a entidade, mesmo com os resultados ruins de junho será possível atingir a meta de um crescimento de 10% nas exportações do ano. A maior parcela das exportações (43%) foi para a China, através da cidade estado de Hong Kong e do continente, que adquiriu 296.428 toneladas no primeiro semestre de 2018, com receita de US$ 1,21 bilhão. O segundo maior cliente foi o Egito, com importações de 70.943 toneladas; em terceiro veio o Chile, com 51.172 toneladas; em quarto o Irã, com 30.805 toneladas e na quinta posição a Arábia Saudita, com 16.231 toneladas. No total, 78 países aumentaram suas compras enquanto que outros 61 reduziram, informou a ABRAFRIGO.

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