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26 de abril de 2018 • Ano 7
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Crise

Feirão limpa nome nas grandes redes

Casas Bahia e Magazine Luiza oferecem chance para cliente renegociar dívidas

8 Out2016Laureano Secundo11h36

Algumas das principais redes de vendas de móveis e eletrodomésticos , especializadas nas vendas a prazo juntamente com financiadoras devem intensificar as negociações para que os clientes inadimplentes possam limpar seus nomes e com isso tenham condições de fazer compras no final de ano. Casas Bahia, Magazine Luiza sendo que o próprio Serasa e CPC devem promover feirões on line para quem deseja renegociar suas dívidas que estão em atraso.

A rede Casas Bahia, do grupo Via Varejo, promove o chamado "Feirão do Nome Limpo", uma espécie de programação especial para que os consumidores negociem suas dívidas. Seis lojas foram destacadas para essa finalidade, quatro na capital paulista, uma na Grande São Paulo e uma em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Além delas, todas as lojas da rede podem receber clientes inadimplentes que queiram condições especiais para quitar débitos. De acordo com a empresa, "as negociações podem resultar em descontos de até 90% e a dívida pode ser parcelada em até 15 vezes sem juros, após análise caso a caso". O feirão é exclusivo para consumidores que tenham aderido ao pagamento por carnê.

Outro grande varejista que deve anunciar até o final de outubro esquema especial para negociações com devedores é o Magazine Luiza. Atualmente, as lojas físicas e a central telefônica são os principais meios de negociação disponíveis para os clientes que tenham faturas em aberto no cartão da loja ou no carnê.

Para Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, empresa que presta serviço de proteção ao crédito, os mutirões são uma boa oportunidade porque os credores estão mais abertos à negociação e podem oferecer grandes facilidades de pagamento. Ele alerta, porém, para alguns cuidados que devem ser tomados. "Na ânsia de quitar dívidas, o consumidor acaba aceitando qualquer proposta."

Calife aponta que ao menos 50% das contas renegociadas voltam a ficar em situação de inadimplência após o pagamento das primeiras parcelas. "Não adianta se comprometer com um valor que pese muito no orçamento mensal. É preciso saber qual sua capacidade de pagamento."

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