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22 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Economia

Com placas fotovoltaicas, indústrias poderão autossuficientes em energia

Instalação dessas pequenas usinas nas empresas estaduais será financiada pelo FCO

1 Jul2017Da redação15h57

A partir de agora as indústrias de Mato Grosso do Sul poderão se tornar autossuficientes na geração de energia, utilizando-se de placas fotovoltaicas capazes de gerar energia elétrica com a transformação da radiação solar. A instalação dessas pequenas usinas nas empresas estaduais será viabilizada por meio de financiamentos junto ao Banco do Brasil, via  Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), ou pelo Sebrae, via Sebraetec, graças ao projeto de geração de energia fotovoltaica desenvolvido pelo Senai e que foi apresentado pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, durante reunião com empresários nesta sexta-feira (30/06), no EcoSesi (Observatório Socioambiental do Sesi), em Bonito (MS).

Segundo Sérgio Longen, os industriais do Estado agora têm uma oportunidade plena e real de gerar a própria energia com um retorno de investimento muito curto. “Com o Banco do Brasil financiando parte desse projeto via FCO ou pelo Sebraetec, que é um programa nacional do Sebrae para aproximar os prestadores de serviços tecnológicos dos pequenos negócios, o empresário conseguirá pagar o investimento, em média, dentro de 5 a 7 anos. Ou seja, ao invés de pagar a conta de energia, o nosso associado vai pagar a parcela para o banco e, em até 7 anos, o empréstimo estará quitado e o empresário passará a receber mais esse recurso. Então é um bom negócio montar a própria usina fotovoltaica”, garantiu.

Após a explicação do presidente da Fiems, os empresários tiveram a oportunidade de conhecerem de perto a pequena usina fotovoltaica montada pela equipe técnica do Senai dentro da área do EcoSesi. “Os técnicos do Senai estão desenvolvendo pesquisas para a geração de energia fotovoltaica nessa usina e, hoje, o EcoSesi de Bonito já é autossuficiente na produção de energia em cerca de 70%, ou seja, graças às placas fotovoltaicas aqui instaladas já geramos praticamente 70% da energia que consumimos no local. Esse é o novo produto do Senai Empresa, que vai atender todas as indústrias do Estado que se interessarem”, reforçou.
 
O gerente do Senai Empresa, Rodolpho Mangialardo, explica que o projeto de geração de energia fotovoltaica será lançado oficialmente ao longo deste mês de julho. “Para as indústrias interessadas, a nossa equipe vai subsidiar todo o projeto dentro do Senai Empresa e, além disso, firmamos parceria, tanto com o Banco do Brasil para financiamento vai FCO, quanto com o Sebrae para pagamento via Sebraetec. É um projeto bastante aceito no mercado porque o retorno do investimento é reduzido quando analisada a grandiosidade da disponibilização de recursos que será feita, então, as indústrias vão deixar de pagar para a concessionária de energia e vão gerar a própria energia, o que vai reduzir custos e elevar a competitividade”, garantiu. 
 
Para o empresário Zigomar Burille, sócio-proprietário da indústria de PVC D’Italia, de Campo Grande (MS), os números apresentados são animadores para qualquer empresa. “Fiquei muito interessado em implantar na minha indústria. Compensa bastante, a garantia da placa é de 15 anos, a intenção é de 25 anos, é viável pegar um financiamento via FCO e ir pagando ao longo do tempo”, analisou.
 
A usina de EcoSesi- No EcoSesi, já está em pleno funcionamento a primeira planta de geração fotovoltaica do Sistema Fiems em Mato Grosso do Sul, sendo que o medidor bidirecional foi ativado após vistoria da Energisa, no dia 22 de março deste ano, e a planta foi conectada ao sistema de distribuição da concessionária, dando início ao SCE (Sistema de Compensação de Energia Elétrica). De acordo com o gerente de engenharia do Sistema Fiems, Julio Da Cas Netto, a planta faz com que o EcoSesi já produza até 70% da energia que consome.
 
“A planta, de 47,7 kWp CC (quilowatt pico em corrente contínua), que representa a unidade da geração de energia elétrica a partir do sol, terá capacidade para atender a uma demanda de potência de 45 kW CA (quilowatt em corrente alternada), que é a forma final da energia elétrica utilizada por todas as categorias de consumo. Nossa intenção é aliar a geração de energia no local com uma cultura de economia no consumo, criando uma situação inédita de autossuficiência em uma unidade do Sistema Fiems”, detalhou Julio Da Cas Netto.
 
Para gerar essa potência, foram instaladas 180 placas fornecidas pela empresa canadense Canadian Solar, que é atualmente a fabricante líder de módulos solares no mundo, devidamente certificadas pelo Inmetro. As placas fotovoltaicas estão fixadas em estruturas metálicas, cravadas diretamente ao solo, formando um imenso painel azulado, em uma área que ocupa cerca de 400 m². O investimento total realizado pelo Sesi para viabilizar a implantação do projeto foi de R$ 333,5 mil, executado pela empresa Cellini do Brasil, com a coordenação e supervisão da implantação pelo Senai Empresa, por meio do PSGE (Programa Senai de Gestão Energética).

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