Campo Grande •25 de Julho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio | Quarta, 28 de Junho de 2017 - 16h00Com água guarani, fábrica produz cerveja refinada na CapitalBebida produzida em grande escala é mistura de cereais importados e água da terra

  
Produção da cerveja Bamboa começou em maio, na planta de Campo Grande, no Pólo Industrial Oeste, na saída para Terenos (Foto: Marco Miatelo)
  • Produção da cerveja Bamboa começou em maio, na planta de Campo Grande, no Pólo Industrial Oeste, na saída para Terenos
  • José Antônio Avesani Junior diretor da Cervejaria Campo Grande (Foto: Marco Miatelo)
  • Gerente industrial da Bamboa Alex Caetano, veio do Paraná supervisionar a produção em Campo Grande (Foto: Marco Miatelo)
  • Da linha de produção, saem por mês 250 mil litros da bebida para serem entregues ao mercado (Foto: Marco Miatelo)
  • Fábrica tem capacidade para produzir três milhões de litros por mês, ou 10 milhões de latas (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Tem cor de ouro líquido a mais nova bebida produzida em solo campo-grandense. A cerveja Bamboa, palavra que significa celebrar a vida, é resultado de uma refinada mistura de matérias primas importadas com a legítima água da terra retirada do Aquífero Guarani. A indústria batizada de Cervejaria Campo Grande, está instalada no Pólo Industrial Oeste, na saída para Terenos.

Pioneira, a empresa é a primeira a produzir a bebida, feita de forma artesanal, em escala industrial em Mato Grosso do Sul. A indústria, aliás, entrou no mercado com uma proposta ousada, produzir cerveja puro malte --  sem cereais não-malteados, como milho ou arroz, geralmente presentes em marcas populares da bebida.

Conforme o fabricante, a receita única da cerveja esteve por muito tempo guardada por monges. A pura água retirada a quase 400 metros de profundidade completou a fórmula, garantindo um produto diferenciado no mercado. Os demais ingredientes vêm de longe para a Capital. O malte é importado da Alemanha, o Lúpulo dos  Estados Unidos e a Levedura da Bélgica.

"Sempre teve aquela história de que Mato Grosso do Sul só produzia matéria prima e exportava para que outros fizessem produtos finais. Agora, nós estamos fazendo o contrário, estamos importando a matéria prima para fabricarmos o produto final que é a Bamboa", disse o diretor da unidade, José Antônio Avesani Junior.

Porém, o ingrediente que garante suavidade incomparável ao produto é a água limpa do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios do mundo. "O líquido vem com menos  concentração de sais minerais, assim não se tem adição de produtos químicos. Ela passará apenas por um processo para descontaminação de bactérias, se houver. Mas não há. Fazemos testes corriqueiros. A água que usamos é pura e leve, o que resulta em diferença no sabor da cerveja", explica. O poço artesiano de onde se retira o líquido foi aberto ali mesmo no pátio da empresa, com vazão que pode chegar a 30 mil litros por hora, tudo devidamente licenciado pelos órgãos ambientais.

Da linha de produção, saem por mês 250 mil litros da bebida para serem entregues ao mercado. Contudo, a fábrica foi projetada para produzir três milhões de litros por mês, ou 10 milhões de latas, capacidade que será preenchida à medida em que o produto for conquistanto  consumidores. Por enquanto, a cerveja é comercializada em latas de 269 ml,  350 ml e 473 ml.  Numa segunda fase, a Bamboa será envasada nas garrafas de 600 ml retornável, garrafas long neck de 355 ml e chopp.

Para os industriais, dentro de pouco tempo a bebida vai figurar entre as queridinhas dos brasileiros, devido ao sabor, leveza e cor dourada, alcançada sem a  adição de corantes. "As cervejas comuns (mais baratas devido ao uso de cereais não-malteados) estão caindo em venda, enquanto as puro malte crescem. O consumidor está trocando a quantidade pela qualidade", analisa o diretor.

Certa de que tem um produto competitivo em mãos, a cervejaria ingressou no mercado vendendo a bebida a preços muito próximos de marcas consagradas como Eisenbahn e Heineken. A indústria, inclusive, já prepara a escalada internacional da Bamboa. "Já temos pré-contratos com países do  Mercosul, Europa e também com os Estados Unidos", revela Avesani.

Inicialmente, a cerveja está sendo distribuída para os mercados sul-mato-grossense e paranaense. Porém, a empresa garante que está preparada para expansão quando o momento chegar. Conforme Avesani, o que mais impacta o mercado da cerveja no Brasil é a distribuição. A Bomboa, segundo ele, tem a vantagem de já contar com a estrutura e know how do grupo RFK, dono da cervejaria que já produz  e distribui refrigerantes e bebidas. 

Benefícios e Investimento milionário - A Cervejaria Campo Grande  iniciou a produção no mês de maio, sendo o último  empreendimento  a entrar em operação no Pólo Industrial Oeste até a presente data. A escolha do local para a instalação da indústria levou tempo. A ideia inicial era implantar no Paraná estado de origem do grupo RFK.

Porém, o grupo foi visitado pela diretoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS) que informou sobre os benefícios oferecidos pelo poder público para atração de empresas. Conforme Avesani, a oferta de benefícios fiscais foi decisiva na escolha da  capital sul-mato-grossense como sede da nova cervejaria.

O grupo já produzia o refrigerante Refriko no Pólo Industrial Oeste, em Campo Grande. Assim, decidiu ampliar a planta da Capital para a fabricação da Bamboa. Os terrenos foram doados pela prefeitura da Capital, através do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes).

A produção da cerveja é bem mais complexa que a de refrigerantes, e para fazê-la em grande escala, uma estrutura gigante foi montada. A empresa não divulga os valores investidos, mas extra-oficialmente calcula-se injeção superior a R$ 30 milhões. Passeando pela fábrica do lado de dentro o investimento milionário salta aos olhos. Há tanques de fermentação, tonéis onde o líquido fica repousando, laboratórios e outros setores onde tudo é novo  e tecnológico.

A crença na valorização das cervejas não-malteadas é uma das razões pelas quais o grupo não teve medo de investir alto no momento em que ainda se fala em crise e quando as cervejarias nacionais tentam se recuperar da retração enfrentada em 2016, ano em que foi constatada redução no volume de produção e consumo. Porém, a empresa avalia que a crise no País é sazonal e que a economia já dá sinais de recuperção. Além disso, o grupo enxergou que está aberta uma oportunidade para as cervejas puro malte, pois o segmento tem crescido no Brasil.  

A Bamboa, aliás, é o primeiro experimento do grupo RFK com cervejas, embora já  fabrique outras bebidas alcóolicas. "Fazer cerveja não é igual a produzir refrigerantes onde você faz o xarope e no mesmo dia tem o refrigerante. Os ingredientes da cerveja têm períodos de maturação, é preciso esperar. O malte, por exemplo, precisa passar por longo período de cozimento. Por isso, a cerveja puro malte leva 15 dias para ficar pronta", explica o  gerente industrial da Bamboa Alex Caetano. Ele veio do Paraná supervisionar a produção em Campo Grande.

Laboratórios - Antes e seguir para o mercado, a qualidade da cerveja produzida é testada nos laboratórios da indústria. Tudo é checado, a cor, o amargor, o PH, o teor alcoólico e outros itens. Bastante compenetrado, o analista de qualidade de Bamboa Davi Martins é rigoroso em cada avaliação. Com uma amostra da cerveja, ele explica para que serve o Espectrofotômetro. O equipamento analisa a quantidade de luz absorvida pela solução.

"Se passar muita luz, a cerveja está leve. Se passar pouca, ela está amarga", detalha. Quando começou a trabalhar na empresa, Davi Martins já tinha curso técnico em química e experiências trabalhando em outros laboratórios, mas para lidar com cerveja precisou ser qualificado pela RFK como a maioria dos trabalhadores da indústria. "É uma experiência com a qual todos estamos aprendendo. Fabricar cerveja é mais complicado do que parece, tanto que cogitamos abrir mais um laboratório", conta Davi Martins.

A indústria também fez descobertas interessantes do ponto de vista econômico e ambiental. O bagaço do malte está sendo vendido para propriedades rurais que criam gado leiteiro. “O bagaço do malte é um alimento que muitas proteínas. A produção de leite do gado aumentou. O ruralista ficou muito satisfeito”, comenta Davi Martins.Empregos - Atualmente a RFK emprega 150 pessoas em Campo Grande para produzir a cerveja  e o refrigerante. Número que poderá chegar a 250 até o final do ano com o aumento de mercado para os produtos da empresa. "Não se trata apenas dos empregos diretos da indústria, pois, no caso da indústria cervejeira, a cada posto de trabalho aberto, você cria outros cinquenta na cadeia", explica Avesani.

Veja Também
Terça, 25 de Julho de 2017 - 12h02Procura por passagem aérea doméstica cresce 1,96% em junho Oferta de voos pelas companhias aéreas, no entanto, recuou 0,68% na mesma base de comparação
BNDES lança editais para desestatizar MS Gás
Desempenho Industrial do Estado volta crescer
Copom inicia hoje reunião para definir taxa de juros; Selic pode cair para 9,25%
Terça, 25 de Julho de 2017 - 08h10Procon convoca Sinpetro para obter dados e orientar consumidores sobre preços dos combustíveis Reunião foi convocada pelo Procon Estadual para obter dados a fim de orientar consumidores quanto aos aumentos nos preços de...
Programa de saques de contas inativas do FGTS entra na última semana
Segunda, 24 de Julho de 2017 - 11h35Confiança do empresário do comércio recua 0,9% entre junho e julho Na comparação com julho do ano passado, no entanto, o indicador teve aumento de 16,7%
Mercado financeiro projeta aumento da inflação para este ano
Segunda, 24 de Julho de 2017 - 10h26Confiança do empresário do comércio recua 0,9% entre junho e julho Apesar da queda os empresários do comércio estão mais otimistas em relação ao futuro
Junho tem queda no comércio
Square banner notícias UCI
Vídeos
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
Rec banner - Patio central
DothShop
DothNews
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2017 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento