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22 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Campo Grande

Com 1,38% transporte faz parte dos responsáveis pela baixa inflação de dezembro

Campo Grande fechou 2017 com inflação de 2,6%, segundo o Nepes

12 Jan2018Da redação10h42

Os principais responsáveis pela inflação de dezembro foram os grupos: Transportes, com 1,38% e contribuição de 0,21% para o cálculo do índice mensal; Habitação, com 0,34% e colaboração de 0,09%; e Despesas Pessoais, com 1,2% e participação de 0,08%. Os outros grupos - Alimentação, Saúde, Educação e Vestuário - ficaram dentro da normalidade.

A inflação de 2017, em Campo Grande, fechou o ano em 2,6%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa, que está bem abaixo da meta inflacionária de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi a menor da série histórica do Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) desde o ano de 2006, quando ficou em 2,29%. O resultado incluiu também a inflação de dezembro, 0,42%, a segunda maior porcentagem registrada em 2017, abaixo apenas de janeiro do ano passado, quando registrou 0,43%.

No acumulado dos 12 meses, os destaques também incluíram Transportes e Habitação, com taxas de 8,69% e 4,28%, respectivamente. O grupo Vestuário ficou com 5,67%, ocupando a segunda posição. De acordo com Celso, o resultado do primeiro grupo é reflexo de contínuos reajustes nos preços dos combustíveis; já o setor de Vestuário vem recompondo preços do ano de 2016, quando esteve em baixa; e o comportamento do grupo Habitação foi impulsionado pelo reajuste da energia elétrica, bem como, pelas bandeiras tarifárias (que indicam o custo da energia em função das condições de geração).

Maiores e menores contribuições

Os 10 "vilões" da inflação, em dezembro:

  • Etanol, com inflação de 7,3% e contribuição de 0,14%;
  • Acém, com inflação de 14,17% e contribuição de 0,11%;
  • Alcatra, com inflação de 6,97% e participação de 0,08%;
  • Calça comprida feminina, com variação de 3,68% e colaboração de 0,05%;
  • Ovos, com acréscimo de 15,70% e contribuição de 0,04%;
  • Gasolina, com variação de 0,81% e colaboração de 0,03%;
  • Automóvel novo, com acréscimo de 1,25% e contribuição de 0,03%;
  • Fogão, com reajuste de 10,35% e participação de 0,02%;
  • Sapato masculino, com elevação de 2,46% e colaboração de 0,01%.
  • Carne seca/charque, com aumento de 7,53% e participação de 0,01%;

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

  • Costela, com deflação de -7,5% e contribuição de -0,04%;
  • Calça comprida masculina, com redução de -2,82% e colaboração de -0,04%;
  • Batata, com diminuição de -10,73% e participação de -0,04%;
  • Arroz, com decréscimo de -2,86% e contribuição de -0,03%;
  • Contra filé, com baixa de -4,92% e colaboração de -0,03%;
  • Açúcar, com diminuição de -4,68% e participação de -0,02%;
  • Fósforo, com redução de -7,54% e contribuição de -0,04%;
  • Leite pasteurizado, com decréscimo de -1,66%e colaboração de -0,02%;
  • Sabonete, com queda de -3,44% e participação de -0,02%;
  • Bebibas não alcoólicas, com baixa de -1,63% e contribuição de -0,02%.

IPC/CG - O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

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