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24 de abril de 2018 • Ano 7
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Carne

Exportações devem manter ritmo de alta em 2018

Pecuaristas de Mato Grosso do Sul esperam um ano menos atribulado

8 Jan2018Laureano Secundo08h14

Depois de um ano atribulado, as exportações brasileiras de carne bovina in natura devem fechar 2017 em alta. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o setor mostrou a sua força ao conseguir reverter todas as adversidades. “Apesar das broncas, conseguimos sair por cima”, destacou o executivo.

Entre os fatores elencados por ele estão as operações Carne Fraca e Carne Fria, a volta da cobrança do Funrral, a deleção dos executivos da JBS, a suspensão das exportações de carne in natura aos Estados Unidos e a recente paralisação das compras da Rússia.

 A situação mais crítica foi causada pela Carne Fraca. Quando a operação foi deflagrada, em 17 de março, houve a suspensão de compras de países que respondiam por 59,7% das exportações brasileiras de carne bovina. Isso fez com que os embarques de abril caíssem 25% em receita e 26% em volume. Atualmente, apenas três países permanecem fechados. Juntos, eles respondem por 0,09% das exportações.

“É difícil dizer que as exportações só cresceram em virtude dessa operação, mas sem dúvidas isso nos obrigou a fazer revisões e otimizar os processos. Conseguimos fazer uma limonada com esses limões”, avaliou.

Entre os pontos positivos durante o turbilhão, Camardelli destaca a atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) junto aos países compradores prestando os devidos esclarecimentos e reforçando a confiabilidade do sistema de inspeção brasileiro.

“Os embargos também caíram rapidamente para equilibrar os preços no mercado externo, já que quando o Brasil estava fora do jogo os demais exportadores elevaram o preço. Prova disso é que já em maio tivemos alta de 27% em volume e 28% em faturamento dos embarques”.

A expectativa da Abiec é o Brasil exporte 1,5 milhão de toneladas de carne bovina por US$ 6,2 bilhões até o fim de 2017. Se confirmada a projeção, o desempenho será 9% maior em volume e 13% em receita do que obtido no ano passado.

Para 2018, a previsão é de crescimento de 9,8% em volume e 10,5% em receita. É esperado que Brasil fature US$ 6,9 bilhões com a venda de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina in natura ao exterior. Caso a estimativa se confirme, será a maior quantidade de carne embarcada desde as 1,62 milhão de toneladas de 2007. Também será a maior receita desde os US$ 7,2 bilhões de 2014.

As projeções são sustentadas pelo possível aumento das exportações para China, além da abertura e reabertura de mercados como Filipinas, Indonésia, Coreia do Sul e Tailândia. 

 

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