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13 de novembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Empreendedorismo

Atividade como empresário é única fonte de renda para maioria dos pequenos negócios em MS

Pesquisa aponta que Estado é o 2º do país onde a atividade é única meio de recursos dos empreendedores

16 Out2019Da redação19h10

A ocupação empresarial tem sido uma saída para assegurar renda. Em Mato Grosso do Sul, para 76% dos donos de pequenos negócios, a atividade como empresário é a única fonte de recursos. Os dados integram uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Sebrae, realizada em todo o país para traçar o perfil dos empresários de micro e pequenas empresas.

Conforme o estudo, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no ranking nacional onde a atividade como empresário é a única fonte recursos, atrás apenas de Goiás, onde 78% dos empreendedores confirmaram não ter outra renda. Em todo o país, o índice ficou em 69%.

Para o diretor de operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o resultado mostra que empreender no país pode estar relacionado a uma necessidade. “Muitos destes empreendedores poderiam estar desempregados, mesmo após tentar a recolocação. Desta forma, eles decidiram abrir um pequeno negócio. Empreender hoje é talvez o principal vetor para você buscar a subsistência da sua família”, explica.

A pesquisa também confirma a importância da formalização para a profissionalização e crescimento dos donos dos pequenos negócios no estado. Para 77% dos entrevistados, a obtenção de um CNPJ foi a ferramenta que assegurou melhores condições no momento de compra junto aos fornecedores, e para 75%, a regularização possibilitou maior ganho financeiro.

Apesar das vantagens com a formalização, que também garante benefícios sociais como aposentadoria e licença maternidade, o levantamento mostra que a informalidade ainda é uma realidade. No estado, boa parte desses empreendedores ficaram, em média, nove anos atuando de forma informal antes de se formalizar. Em todo o país, o tempo médio é 10 anos.

“Uma das causas da informalidade é o desconhecimento das vantagens da formalização, além dos receios quanto às responsabilidades que podem ser geradas. Todavia, observamos que quem se formalizou deu maior sustentação ao seu negócio, com o acesso ao crédito e compras com fornecedores. É importante formalizar, é um percurso que a empresa vai percorrer para regularizar o seu negócio”, finaliza o diretor.

Pesquisa -  No estado, o Sebrae entrevistou 428 pessoas, entre empreendedores com empresas que estão em atividade e que não estão (incluindo casos com encerramento da operação e os que não iniciaram o trabalho). No Centro-Oeste, foram ouvidos 1.738 empresários e em todo o país, foram mais de 10 mil entrevistas realizadas entre maio e agosto deste ano.

 

 

 

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