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19 de julho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
II Congresso de Empresas Familiares
Siga MS

Circulares Técnicas fortalecem agricultura

Sistema da Aprosoja já está em atividade há mais de oito anos

17 Jul2017Da redação08h33

Tecnologia, conhecimento especializado e informação coletada no campo estão entre as ferramentas indispensáveis para a produção das Circulares Técnicas do projeto Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), projeto criado e mantido há 8 anos pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul). “O projeto é realizado em três etapas, todas interligadas, sendo indispensáveis para a credibilidade e fidelidade dos resultados e informações geradas”, contextualiza Leonardo Carlotto, o analista de grãos da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), coordenador do projeto.

De acordo com o especialista, essas etapas são executadas a partir da coleta de dados realizada semanalmente pelos profissionais de campo do Siga MS. Essas informações são repassadas à equipe interna da Aprosoja/MS, que apura e tabula os dados por meio de ferramentas tecnológicas. Em seguida, geram as Circulares Técnicas, que se transformam em boletins técnicos publicados pela Aprosoja/MS e a Casa Rural.

Ainda segundo Carlotto, o objetivo do levantamento semanal é analisar as informações e gerar dados para elaboração da Circular Técnica de Produtividade, que é um boletim especial divulgado ao final de cada safra. Esse material apresenta, com detalhamento, os índices de produtividade média da 1ª safra de soja e 2ª safra de milho nos principais municípios produtores do Estado. Como resultado, essas informações norteiam o desenvolvimento das lavouras de Mato Grosso do Sul.

Tecnologia e especialização

Para a execução dessa atividade, a equipe concentrada no escritório da Famasul e da Aprosoja/MS possui à disposição computadores e softwares para utilização do SIG (Sistema de Informação Geográfic). Esse mecanismo é essencial para o trabalho de obtenção, manipulação e armazenamento de dados georreferenciados para transformá-los em informação relevante através de imagens gráficas – o geoprocessamento. Soma-se a essa ferramenta a utilização da tecnologia do sensoriamento remoto, que pode fornecer dados através da análise de imagens da superfície terrestre.

“Esses softwares possuem ferramentas que possibilitam a interpretação e classificação das imagens obtidas através da técnica de sensoriamento remoto, além de proporcionar a análise espacial, que juntamente com o conhecimento e experiência do analista, podem fornecer informações importantes do comportamento espacial das variáveis analisadas”, explica a engenheira ambiental Ana Beatriz Paiva, analista técnica da Famasul e que há 3 anos se dedica ao Siga MS.

No entanto, além de dominarem o conhecimento em geoprocessamento e sensoriamento, esses profissionais também precisam dispor de conhecimento aprofundado sobre o setor agro, tanto de seus desafios, quanto de seus avanços.

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