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Série pela diversidade é gravada na Capital

Xanya e as Draguerreiras lutam contra a exclusão na cidade de Campus Imensus

10 Jan2019Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital14h14
(Foto: Marco Miatelo)
  • Artistas gravam no estúdio da TVE, cedido para que a série saísse do papel
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Dispostos a falar sobre as opressões sofridas pelas minorias em um seriado de qualidade e nível nacional, 14 jovens artistas sul-mato-grossenses se reuniram para tocar na ferida da intolerância e gravar uma série independente recheada de humor, perucas e muito glitter. “Xanya e as Draguerreiras” conta a história de três personagens que se tornam poderosas quando se montam de drag e vivenciam situações de exclusão na cidade de Campus Imensus.

Xanya foi criada no ano de 2015 para participar de uma promoção de loja, o prêmio era uma peruca e um kit de maquiagem muito cobiçados por Guilherme de Moraes, criador da personagem. Um curta que contava a história desta draguerreira foi produzido, a criação fez muito sucesso, mas foi eliminada por ultrapassar 03 segundos do tempo limite exigido para participação da premiação.

Mesmo sem receber o prêmio “Xanya, a draguerreira” foi uma febre no interior de Mato Grosso do Sul, sua continuação “Xanya 2” garantiu 2° lugar na categoria Trash na Mostra Audiovisual de Dourados (MAD) em 2017 e o primeiríssimo lugar no Júri Popular. Com estas vitórias ficou decidida a transformação da personagem em uma série ficcional voltada ao público adulto, chamada “Xanya e as Draguerreiras”.

Sem ter por onde começar o grupo de artistas tentou angariar custos por meio de um edital da Ancine, mas não conseguiram. Sem desistir a galera conseguiu dar continuação ao projeto depois que um empréstimo de R$ 30 mil foi feito pelo diretor da trama. Dos 13 episódios que tem a 1° temporada do seriado, apenas 6 serão gravados.

A expectativa é de vender a criação para redes de televisão, ou canal de streaming, e arrecadar fundos para continuar a produção do 2° ciclo da 1° temporada. “Somos uma série que exigiria uma equipe de 35 a 40 pessoas, no momento a gente trabalha com 14” conta Guilherme que garante o pagamento de todos os trabalhadores.

Wagner Torres interpreta Neto, um dos protagonistas do seriado, ele é um universitário estudante de economia de classe média alta um tanto esnobe. Ao se montar de Black Card ele se transforma em uma draguerreira, que apesar do seu ar “enjoado” representa o valor dos trabalhadores e, no decorrer da série, aprofunda seus discursos em relação ao consumo, mercado e relações de trabalho.

Quem dá vida a esta guerreira explica o porque se torna tão gratificante interpretar a protagonista “pra mim é muito importante estar participando disso porque já fui vítima de homofobia também. É muito forte já que é justamente uma das temáticas da série que é combater estas injustiças, preconceitos, que não estão apenas na tela, é a vida real” revela o ator Wagner.

Para conferir a primeira temporada da série “Xanya e as Draguerreiras” é só ficar de olho no canal do Youtube da série, os episódios devem ser lançados um a cada sábado a partir da 2° quinzena de março de 2019.

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