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19 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mercado digital

MS é o 2º em procura por ebook

Livro digital pode ser até 80% mais barato que impresso

4 Jun2018Laureano Secundo09h59

No Google, a procura pelo termo "livro digital" no Brasil cresceu 22% entre o período de abril de 2017 e abril de 2018. O estado do Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 55% de busca pelo termo no período acima citado, sendo o 2º estado com maior crescimento de procura por "livro digital", atrás apenas de Roraima, que registrou um aumento de 200%.

A ligeira melhora dos números na economia brasileira também pode ser apontada no mercado editorial. O recente relatório “Painel das Vendas dos Livros no Brasil’, elaborado desde 2015 pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen, aponta um aumento de volume de vendas em 8,76% de janeiro até fevereiro de 2018 comparado ao mesmo período do ano passado, de 11 milhões para 12 milhões de livros vendidos, e um aumento de 14,28% no faturamento no mesmo período citado, de R$ 514,6 milhões para R$ 588 milhões.

Dentre alguns fatores que justificam o aumento das compras, as ações do Dia do Consumidor (15 de março), data importada do varejo que vem estrategicamente como alavanca do comércio no início do ano, contribuíram para incentivar o consumidor a adquirir novos exemplares, apesar do desconto médio oferecido pelas lojas ter diminuído 1,37%, de 23,58% para 22,21%. Mesmo pequena, a diminuição do percentual de desconto e o aumento do custo médio dos livros, de acordo com a pesquisa, pode levar o consumidor a se questionar: vale a pena comprar um leitor de livros digitais? A plataforma de descontos Cuponarion, pertencente à alemã Global Savings Group, realizou estudo que calcula uma estimativa em meses do “payback”, ou seja, do retorno do valor investido no aparelho de acordo com a frequência de leitura. O levantamento simula o retorno com os 6 principais aparelhos vendidos nas maiores livrarias do Brasil.

Considerando o leitor de livros digitais mais simples, se o consumidor lê pelo menos 1 livro por mês, terá o valor investido no aparelho de volta em 28 meses. Apesar de soar um longo período, os leitores podem considerar outras vantagens na compra, como a possibilidade de carregar vários títulos em um único aparelho, maior tempo de leitura devido a tela ajudar os olhos a não cansarem e talvez o mais interessante, os livros digitais do levantamento da plataforma de descontos (os mais vendidos de 2017 até 1 trimestre de 2018) possuem um valor unitário médio de R$ 23,74, contra R$ 31,69 dos livros impressos. Ainda que o eletrônico não ofereça a experiência tátil do livro impresso, essas outras vantagens também devem ser colocadas na balança.

Na amostra do estudo, considera-se os 75 títulos mais vendidos de 2017 até abril de 2018. Destes títulos, 31% possuem um desconto médio de até 10%, 15% de 10% até 20% de desconto e 17% com 20% a 30%, além de outros descontos apontados no estudo. Considerando a mesma amostra, os títulos com maior diferença de preço entre a versão impressa e digital são: O Pequeno Príncipe (81%), It - a Coisa (70%), A Verdade Vencerá e Conto de Areia (50%), Depois de Você (48%).

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