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18 de janeiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Apoio da Energisa

Mitos indígenas ganham as telas em média-metragem

Produtores da obra cinematográfica prestigiaram a exibição exclusiva na sede

14 Dez2019Da redação10h41

O filme ‘Mitos Indígenas em Travessia’ traz para as telonas seis antigas histórias de diferentes etnias indígenas do Brasil. A obra, apoiada pela Energisa, deve estrear no próximo dia 16 de dezembro, em São Paulo, foi exibido ontem (11), exclusivamente para os colaboradores da concessionária com a presença dos diretores Julia Vellutini e Wesley Rodrigues, acompanhados pela equipe da Zureta Filmes.

A obra foi patrocinada pela Energisa por meio da Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério da Cidadania e do Governo Federal. “Antes de tudo, fazemos parte de uma comunidade e temos um compromisso com as gerações futuras. Em 2018, o investimento do Grupo foi de 10 milhões em projetos culturais, beneficiando 26 projetos. Faz parte da nossa missão acreditar e investir em projetos como este, que fomenta a nossa cultura”, ressaltou Marcelo Vinhaes, diretor presidente da Energisa. 

“A Energisa é uma das grandes empresas que entende a importância do papel que desempenha quando realiza parceria e se junta a projetos que contam a história do nosso país. Essa parceria entre as marcas e produtores culturais, é importante para contar, a partir da história de povos originários, a real história das nossas raízes, sendo parte do processo de reconstrução da nossa identidade cultural, de contar a verdadeira história de um povo, de dar a voz para os povos originários, que de certa forma, foram e continuam sendo tão oprimidos”, explicou Julia Vellutini, diretora do filme.

Desenho e imagens cocriados com a comunidade dão vida às histórias seculares das tradições indígenas dos povos Javaé, Kuikuro e Kadiweu, trazendo as paisagens reais das aldeias e reservas misturadas com animações criadas sobre os mitos tradicionais, destacando a cultura de cada comunidade. 

As histórias animadas no filme foram narradas por anciões e membros das aldeias, em sessões que reuniam crianças e outros integrantes das comunidades e a equipe do filme. Na aldeia Afukuri, no Alto Xingu (MT), as histórias foram transmitidas na língua nativa Karíb pelo fundador da aldeia, Tayoha Kuikuro. Depois da narrativa, a história era transcrita e traduzida à equipe de produção das animações. 

 A sessão exclusiva foi realizada na sede Energisa com direito à pipoca e a presença de 31 colaboradores. “Como eu sou de São Paulo, não tinha muita noção sobre as questões dos povos indígenas, então quando eu vi a divulgação achei bem interessante. Depois que assisti, achei sensacional. Saímos do nosso cotidiano, me fez sair de uma realidade e entra num mundo fantástico. A fantasia me prendeu com a cultura do folclore, do antigo, que nos faz entender a maneira que eles pensam e acreditam nas coisas”, elogiou Thais Alves, colaboradora do setor Juridico, moradora de Campo Grande há 3 anos.

Para a diretora, a sessão pipoca teve um marco importante para toda a equipe. “Essa exibição para os colaboradores foi um momento muito importante, onde entendemos que o nosso projeto atingiu seu objetivo. Percebemos que despertamos o olhar, admiração e a curiosidade em saber mais sobre esses povos, instigando o desejo de reaproximação”, explicou Julia.

Em São Paulo, o lançamento acontecerá no dia 16 de dezembro, em sessão especial na Vila da Terra, às 18h. Antes, a estreia do filme acontecerá nos dias 4 de dezembro, na Terra Indígena Kadiwéu, (Mato Grosso do Sul); no dia 7, na Terra Indígena Parque do Xingu (Mato Grosso) e no dia 12 de dezembro, no Terra Indígena Parque do Araguaia (Tocantins). 
 
Após o lançamento, as histórias serão disponibilizadas em plataforma digital, de forma gratuita, junto com fotos, documentários sobre o processo de co-criação e material pedagógico gerado em oficinas, como vídeos e sugestões de exercícios, atividades lúdicas e brincadeiras para sala de aula. O objetivo é promover o ensino e a transmissão da cultura indígena para crianças de outras realidades em todo o Brasil. 

Histórias retratadas: 

A Ema – Aldeia São João (Terra Indígena Kadiwéu, MS)
Em um tempo antigo, quando os animais eram gigantescos, um grupo de caçadores luta para escapar de uma perigosa Ema selvagem.
 
O Menino-Peixe - Aldeia Afukuri (Terra indígena Parque do Xingu, MT)
Em meio a uma pescaria com timbó, um garoto-peixe supera os maus-tratos de seus invejosos tios.
 
As Mulheres Sem Rosto - Aldeia São João (Terra indígena parque do Araguaia, Ilha do Bananal, TO)
Ao roubar jenipapo das mulheres sem rosto, o demiurgo Tan~yxiwè precisará da ajuda de uma Anta para escapar com vida.
 
A Via Láctea - Aldeia Afukuri, (Terra indígena Parque do Xingu, MT)
Três pescadores adentram um misterioso rio celeste. Com a ajuda de um periquito, precisarão enfrentar perigosos bichos em uma jornada pelo rio de volta à aldeia.
 
A Menina e a Cobra - Aldeia São João (Terra Indígena Kadiwéu, MS)
Uma garotinha é encantada por uma cobra na beira do rio.
 
O Urubu-rei - Aldeia São João (Terra indígena parque do Araguaia, Ilha do Bananal, TO)
Nos tempos em que o mundo ainda era escuro, o demiurgo Tan~yxiwè precisará enganar o Urubu-Rei para conquistar o sol.

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