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15 de outubro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Cultura

Marco abre segunda temporada de exposições de 2019

Mostras ficam abertas ao público até o dia 3 de novembro de 2019

14 Set2019Da redação10h15

O Marco realizou a abertura da sua 2ª Temporada de Exposições 2019, na noite desta quarta-feira, 12 de setembro, com música de boa qualidade para entronizar os visitantes nesta atmosfera festiva e cultural.

Estão em exposição as Mostras “Antropia”, de Lídia Coimbra (MS); “Corpo-Resistência, de Mariana Arndt (MS); “Mundo Arqueológivo”, de Neusa Silva (DF) e “Dilaporal”, de Pedro Gottardi (SC).

O artista visual Pedro Gottardi, de Santa Catarina, falou em nome de todos os artistas que estão expondo nesta 2ª Temporada. “Começo agradecendo a esse Estado, à cidade de Campo Grande, à Fundação de Cultura e ao Marco pela oportunidade de estar aqui. À coordenadora do Marco, Lúcia Monte Serrat, pelo seu carinho e por manter esse lugar vivo e pulsante, e à toda a equipe do Museu, que cuida para que esse lugar se torne íntimo de todos nós. Sou muito grato por ser abraçado por todos, pelos amigos daqui. As Mostras desta exposição nos fazem pensar o que somos e como somos. Obrigado e boa noite!”.

A polêmica “Corpo-Resistência”, de Mariana Arndt (MS), traz a força necessária para abordar a temática da violência contra a mulher e desvalorização do feminino. “A gente está passando por um momento social em que a gente tem que parar para refletir bastante. Nossa exposição mistura um pouco da violência micro e macro que a gente sofre. Este projeto trabalha não só com a mulher, mas com o entrecruzamento de várias características, como raça e classe social. É um convite à reflexão de tudo o que está acontecendo”, diz Mariana.

Mais intimista, Neusa Silva (DF), coloca toda a sua individualidade artística em “Mundo Arqueológivo: “Eu me concentro muito e as formas vão fluindo e vou mantendo um diálogo com o próprio trabalho. E tudo muito espontâneo, procuro passar por meio das cores como eu sou e como eu gosto, oque eu posso passar para as pessoas se sentirem bem e felizes. Ouvi falar muito desse museu, o Marco, já tinha pesquisado sobre ele, resolvi mandar um projeto para exposição e fui selecionada. Eu não imaginava que era tão mais bonito presencialmente este lugar”, afirma a artista do Distrito Federal.

Já Pedro Gottardi (SC) trouxe experiências prévias com o teatro e com projetos em escolas públicas para a Mostra “Dilaporal”. “Fiz teatro e com o teatro conseguia experimentar certas coisas e fiquei com vontade de fazer algo que o teatro não me permitia. Por isso fui para as artes visuais. Trabalhar com fotografia é uma forma de representar aquilo que a gente tem guardado enquanto essência. A foto é um recurso para esse registro. Alguns artistas classificariam este trabalho como foto-performance, mas todo o processo está em comunicação, e o que está aqui é só o resultado do processo. Isso que me instiga, que me envolve”.

“Antropia”, de Lídia Coimbra (MS), propõe uma recuperação do contato do homem com a natureza, propõe estabelecer uma nova conexão com o planeta, com o mundo vivo. “Eu tive a ideia de fazer essas obras por causa de uma foto de um macaco que estava brincando com uma garrafa pet. Depois eu saía de casa e via uma arara Canindé em cima de um poste de luz. Aí comecei a observar essa relação da interação dos bichos com a natureza. Essa interação modifica o meio ambiente. Daí pense que isso dava uma boa exposição. Que as pessoas saiam daqui observando essa relação da vida que insiste, resiste, igual a uma florzinha que nasce no asfalto”.

 As Mostras ficam abertas ao público até o dia 3 de novembro de 2019. As visitações podem ser feitas de terça a sexta, das 7h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados das 14 às 18 horas. A entrada é franca.

O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Para mais informações e agendamento com escolas para realização de visitas mediadas com as arte educadoras do Programa Educativo, basta ligar para (67) 3326-7449.

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