Menu
19 de outubro de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mega Banner CCR-MS Via
Saudosismo

Jornalista coleciona história da comunicação

Hoje aposentado, ele guarda com carinho em sua sala as lembranças da profissão

3 Out2018Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital14h35
(Foto: Luiz Alberto)
  • Além de rádios Arlindo coleciona celulares, câmeras fotográficas e máquinas de escrever
  • (Foto: Luiz Alberto)
  • Antiguidades de Arlindo funcionam perfeitamente (Foto: Luiz Alberto)
  • Antiguidades de Arlindo funcionam perfeitamente (Foto: Luiz Alberto)
  • (Foto: Luiz Alberto)
  • (Foto: Luiz Alberto)
  • (Foto: Luiz Alberto)

Durante os seus 41 anos de profissão como jornalista Arlindo Florentino presenciou várias mudanças bruscas nas tecnologias que dão apoio ao serviço. Agora aposentado, ele guarda com carinho e muito cuidado na sala de sua residência alguns aparelhos antigos que foram usados por ele e outros colegas ao longo da carreira.

Amante de peças antigas, o jornalista se tornou a confiança de várias pessoas, sejam elas conhecidas ou não, para tomar conta de seus velhos pertences da família. Rádios, câmeras e até celulares clássicos foram parar em sua sala já que seus primeiros donos não sabiam o que fazer com os objetos. "As pessoas falam pra mim 'vou dar pra você porque eu sei que vai ser bem cuidado' e assim fui montando minha coleção", conta Arlindo.

Ele ainda conta que todo mundo precisa de alguém que preserve e cuide das antiguidades da família. “Eu sou esta pessoa”, enfatiza o aposentado que aproveita o seu acervo para fazer palestras em escolas da Capital. Florentino e suas antigualhas percorrem as instituições de ensino da cidade falando, e mostrando, sobre a evolução da comunicação nos últimos tempos.

O jornalista já trabalhou em quase todos os meios de comunicação de Campo Grande e viu as tecnologias de ponta da época se tornarem ultrapassadas. A máquina de escrever usada pra redigir textos na redação se tornou parte do seu pequeno acervo de antiguidades do jornalismo. "Não é um objetivo, mas se eu pudesse montaria uma redação dos velhos tempos aqui nesta sala", revela o aposentado que tem guardado em seus armários alguns objetos que poderiam concretizar este desejo.

Só de rádios Arlindo tem 15, alguns deles tão antigos que nem recebem transmissões em FM. Florentino faz questão de mostrar que todos os seus xodós funcionam perfeitamente. O transistor stereo radio phonograph recebe transmissões radiofônicas e roda discos de vinil como se fosse novo, sem contar na qualidade do áudio que se mostra infinitamente melhor que a de alguns super modernos aparelhos de som encontrados por aí nos dias atuais.

Sempre que é presenteado com mais antiguidades o colecionador procura concertar os aparelhos para que possam voltar a funcionar perfeitamente. Segundo ele a manutenção não é cara, o difícil mesmo é encontrar quem ofereça este tipo de mão de obra. Florentino sai à caça pelos instrumentos necessários para os ajustes em toda a capital e encontra os técnicos por meio de grupos no Whatsapp.

Sobre o jornalismo, Arlindo confessa que era muito mais dificultado sem as tecnologias utilizadas atualmente. “Se você conversar com outros jornalistas antigos você vai sentir a mesma paixão pela profissão, pelas dificuldades que a gente passou e pelas facilidades que a gente vê hoje”, explica o jornalista.

Arlindo se tornou aposentado há pouquíssimo tempo. Ele ainda estava na ativa até o ano de 2017 e acordava às 4hr30 para ir trabalhar. “Minha mulher ficava doida”, diz ele que fazia jornalismo policial e chegava às delegacias antes mesmo dos crimes. “era 6h da manhã e eu já estava lá fazendo ronda”, e ele ainda completa “eu gostava muito disso”.

Hoje com 62 anos Arlindo se aposentou de vez da sua amada profissão, ele que acompanhou tudo o que acontecia em Campo Grande durante 41 anos agora guarda na sala de casa algumas pequenas lembranças do início de sua carreira.

Veja Também