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16 de fevereiro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Cultura

Filme sobre dependência química abre programação noturna do MIS

Obra utiliza Campo Grande e uma clínica especializada como cenários e inspiração

5 Fev2019Da redação18h40

O curta-metragem “Para todo mal”, dirigido por Elder Gattely, iniciou na noite deste domingo a programação noturna de 2019 do Museu da Imagem e do Som. O filme, que retrata a história de superação de um dependente químico, utiliza Campo Grande e uma clínica especializada como cenários e inspiração.
 
Totalmente gravado na Capital, “Para todo mal” foi filmado em uma semana, com equipe de atores e produção de Mato Grosso do Sul.

“Este filme é muito importante para mim, porque fui vendo que pessoas podem fazer tratamento contra o uso de drogas e serem curadas. Eu achava que uma pessoa que chegava a usar drogas assim não tinha saída, mas me deparei com pessoas transformadas. Conheci pessoas muito valorosas com histórias que me impressionaram muito. Como artista, o meu trabalho é uma ferramenta para que as pessoas expandam suas consciências e entendam que essas pessoas podem ser curadas”.

A diretora-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro, estava presente ao lançamento do filme e disse ter ficado muito emocionada. “Parabéns pela sensibilidade de ter feito este filme. É muito bom a gente saber que tem solução. Parabéns aos nossos atores, é muito emocionante mesmo. Estou chegando agora na cultura, estou encarando como uma grande missão na minha vida. Quero dar o melhor de mim para fazer a Cultura de Mato Grosso do Sul motivo de orgulho. Quero mostrar que aqui temos coisas boas. Parabéns ao MIS por começar esta primeira semana de programação com uma produção desta natureza. Estou à disposição, contem comigo, vamos juntos construir um grande momento”.

 A atriz Pamela Padilha, que participa do filme, tem uma história pessoal de superação, que contou em depoimento para quem estava neste domingo no MIS. “Eu tinha depressão crônica desde os 14 anos, e aos 18 tentei suicídio. Depois de algumas internações caí no submundo das drogas. O pior momento foi quando fui visitar minha mãe em Florianópolis e quando vi um morador de rua usando craque, troquei o celular pela droga. Fiquei duas semanas dormindo na rua. Minha mãe chegou a ir comprar droga comigo, pra eu não correr perigo na mão de traficantes. Depois disso, falei pra ela que eu queria tentar outra vez. Minha família me ajudou pra eu fazer o tratamento e fui resgatada do limbo. O momento mais iluminado foi quando eu consegui saber quem eu sou. Foi há um ano e meio. Recuperei a vontade de viver e o amor pela vida”.

O diretor Elder Gattely agradeceu a parceria e disse ser muito importante o filme ter sido lançado no Museu. “Por tudo o que significa o trabalho feito no MIS, não tinha outro lugar para começar esta história de cura, amor e conhecimento. O espaço aqui é muito bacana, estou muito orgulhoso de começar com o pé direito aqui”.

O diretor pretende realizar um longa-metragem com o mesmo tema, utilizando a mesma equipe de atores e produção do curta. “Para todo mal” vai ser disponibilizado em canais de redes sociais e participar de festivais de cinema.

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