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24 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Maioridade

Festival de Inverno se torna adulto com novas atrações

Além dos shows outras manifestações culturais ganham mais espaço no evento

31 Jul2017Neiba Ota, enviada especial a Bonito10h32

O Festival de Inverno completou a maioridade. Já se passaram 18 anos consecutivos do evento em Bonito, na cidade do ecoturismo. O que mudou nesse período? Os shows continuam sendo as principais atrações. Neste ano, foram 241, enquanto que em 2016, chegaram a 84 apresentações. Na noite de sexta, a Praça da Liberdade ficou lotada. Cerca de 8 mil pessoas (segundo a Polícia Militar) compareceram para assistir Tetê Espíndola e Alzira, com participação especial de Beth e Betinha, e depois ao show de Ney Mato Grosso.  

Na platéia, muitas famílias sul-mato-grossenses. O aposentado Waldir Matos, de 71 anos, mora em Ponta Porã e decidiu marcar o encontro com a filha Sofia de Matos, 31 anos, de Dourados, no Festival de Inverno. “Eu preparei tudo, madruguei e até fiz a matula da família”, comentou Waldir, num banco debaixo da árvore com os parentes e amigos.
O casal João Maicon Vargas e Thayanni Moraes acompanha o evento desde o início e percebeu que a decoração sofreu alterações. “Antes era muita tecnologia, efeitos audiovisuais, hoje, coisas mais simples, panos, papéis, elásticos e brincadeiras lúdicas”, disse e colocava a filha Maria Cecília, de 9 meses, para se esconder numa cortina colorida que enfeitava a praça. 

Há 3 anos, o pecuarista Antonio Murilo, de 62 anos, adotou Bonito para viver e aproveita o festival para prestigiar os artistas regionais. Para ele, muita gente passou a valorizar a cultura. “Neste ano, estou vendo mais pessoas do que no ano passado, os visitantes estão aprendendo a gostar de artesanato, de exposições artísticas e não apenas ver shows de artistas nacionais”, comentou.

Destaque bonitense

O evento também dá oportunidade aos moradores de Bonito de expor talentos. Entres os fãs de Tetê Espíndola estava o guia turístico Sérgio Ferreira Gonzalez, de 60 anos, caracterizado de homem da caverna. Ele conta que, há quatro décadas se dedica ao ecoturismo em Bonito, ganhou da cantora Tetê o apelido de Sérgio da Gruta. Desde então, todos os anos se veste como o personagem Fred para encantar os visitantes e, na noite, da apresentação dela a presença dele seria inevitável. “Todos me param para tirar fotos”, comentou. 

Outro diferencial do festival é associação da cultura ao esporte. No ano passado, a TV MS Record – em parceria com Rádio Bonito FM e Diário Digital – lançou a corrida de inverno durante o festival. A atividade entrou para o calendário e, no último fim de semana, também fez parte da agenda dos visitantes. Mais de 300 corredores atraídos pela corrida participaram da noite artística na praça. “Eu vim para correr e, como estou aqui, aproveito para ver os artistas”, disse Fátima Oliveira, de 62 anos. 

Para o secretário de Estado de Cultura, Athayde Nery, a aproximação de eventos artísticos e do esporte representa a cidadania cultural. “Isso que estamos buscando e a corrida ajuda a atrair o atleta para o festival, é uma parceria perfeita”, comentou. 
Prevenção à saúde e o incentivo a doação de sangue e de medula óssea também foram incorporados ao Festival de Inverno. O ônibus de atendimento contra o câncer, da Cassems, prestou serviços na praça e o Professor Carlão, Carlos Alberto Rezende, divulgou o Instituto Sangue Bom no evento. Após ter passado pelo transplante de medula óssea compatível e estar livre de uma doença similar a leucemia, Professor Carlão vem buscando novos doadores para o banco. “Achei interessante aqui no festival, apesar de ser momento de lazer, muitos vieram fazer perguntas sobre o instituto”, comentou.    

 

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