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17 de agosto de 2018 • Ano 7
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Cultura

Escultura de bronze eterniza fundador da ASL

Busto de Ulysses Serra foi inaugurado em solenidade comovente na Academia de Letras de MS

8 Mai2018Valdelice Bonifácio23h50
ASL, também chada de Casa Ulysses Serra (Foto: Marco Miatelo)
  • Família Serra orgulhosa diante do busto de Ulisses Serra que foi colocado na entrada da Academia de Letras, também chamada Casa de Ulisses Serra
  • ASL, também chada de Casa Ulysses Serra (Foto: Marco Miatelo)
  • Henrique de Medeiros, presidente da ASL, e Ulisses Serra Neto (Foto: Marco Miatelo)
  • Rubenio Marcelo, Secretário-Geral da ASL (Foto: Marco Miatelo)
  • Obra de Ulisses Serra é referência para historiadores (Foto: Marco Miatelo)
  • Marisa Serrano, também acadêmica, enalteceu Ulisses Serra (Foto: Marco Miatelo)
  • O escultor Marcos Rezende (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Quem visitar a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), em Campo Grande, receberá logo na entrada as boas vindas de seu fundador. O escritor e acadêmico Ulysses Serra, falecido em 1972, agora se faz presente em um busto em bronze. A obra, do escultor Marcos Rezende, foi inaugurada na noite desta terça-feira, 8 de maio, em solenidade que reuniu acadêmicos, autoridades e familiares de Ulysses Serra na sede da academia.

Além de fundador da academia, Ulysses Serra é também autor do livro Camalotes e Guaviras considerado um clássico da literatura regional. “Trata-se de alguém que todo estudante deveria conhecer a história. O livro dele é uma obra que todas as escolas deveriam ter. A importância dele é muito grande não somente por ter fundado a academia, mas porque é autor de uma obra que foi o grande acontecimento literário de Campo Grande”, definiu o Secretário Geral da Academia, o poeta Rubênio Marcelo.

O livro descreve em crônicas a grandiosidade simples das coisas locais e regionais. A obra é até hoje uma referência para historiadores e pesquisadores. “Foi um grande cronista, grande escritor que enalteceu o regionalismo e merece ser eternizado. Agora teremos a presença permanente de Ulysses Serra na casa que ele fundou”, considerou o presidente da ASL o acadêmico Henrique de Medeiros.

Outra imortal da academia, a ex-conselheira do Tribunal de Contas do Estado e ex-senadora da República Marisa Serrano avalia que Ulysses Serra pensou na literatura como um insumo necessário para formação do povo. “Ele teve a capacidade de reunir pessoas que amavam a literatura. É um momento de orgulho para todos nós, pois estamos aqui celebrando o exemplo deste empreendedor das letras”, qualificou.

Para Raquel Naveira, também acadêmica da ASL, o livro Camalotes e Guavirais, com seu regionalismo primoroso, "se iguala às obras de grandes nomes da literatura como Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino."  A obra homenageia de uma só vez as duas cidades que Ulysses Serra amava, Corumbá, onde nasceu, e Campo Grande, onde viveu e fundou a ASL.

As referências às duas cidades aparecem já no título da celebrada obra. Camalotes (vegetais aquáticos comuns em rios de Corumbá) e Guavirais, uma menção à guavira, fruta típica do Cerrado. "Sair para catar guavira era algo tipicamente de Campo Grande", lembrou Raquel Naveira. 

O Secretário Estadual de Cultura Athayde Nery avalia que Ulysses Serra tinha devoção por Mato Grosso do Sul o que aparece em sua obra. Para ele, o busto do acadêmico é um elemento para unir gerações. “Hoje, 46 anos depois que fundou a academia, ele recebe esta merecida homenagem. A obra dele faz com que consigamos entender o nosso passado. Ulysses Serra é desses homens que formam nossa identidade. Essa homenagem comovente marcará a história de Mato Grosso do Sul”, acredita.

Neto de Ulysses Serra, o diretor-geral da Rede MS de Rádio e Televisão Ulisses Serra Neto, o Noninho, fez um discurso emocionado relembrando a convivência com o avô que morreu aos 66 anos e deixou uma única filha Marli Serra, mãe de Noninho. “Era uma pessoa com muita generosidade e simplicidade. A vida de meu avô era fazer o bem todos os dias sem olhar a quem. Ele te abraçava só com o sorriso dele”, mencionou.

Noninho ressaltou ainda ter crescido em uma panela de pressão literária, pois a casa onde morava com os pais e o avô era frequentada por escritores, tais como Germano de Barros que também participou da criação da ASL. Ele lembrou o dia em que seu avô e Germano decidiram fundar a academia em uma reunião “debaixo de um pé de abacate.”

Marli Serra também enalteceu o caráter do pai. “Estou muito feliz. O que acontece aqui hoje na Academia de Letras é algo maravilhoso. O principal é que Ulysses Serra era um homem de honestidade”, afirmou.  

O escultor Marcelo Rezende relata que o busto demorou quatro meses para ficar pronto, sendo um dos trabalhos mais prazerosos que já fez. “Eu tive o privilégio de ser chamado para tão importante obra. Eu gostaria de ter palavras para expressar o que isso significa para mim. Mas, diferente de Ulysses Serra não sou escritor. Minha forma de expressão é na escultura. Procurei representa-lo da maneira mais fiel possível.”

O busto foi baseado em uma das últimas fotografias tiradas por Ulysses Serra. A imagem tem 45 quilos em bronze. Uma placa colocada na base transcreve um trecho da obra prima de Ulysses Serra: “Se eu morrer alhures onde quer que seja morrerei um exilado e um proscrito de mim mesmo. Aqui não morreria de todo. Ouviria o passo e a voz dos meus amigos, o gorjeio dos pássaros que amo, o farfalhar das frondes que conheço e o bater do coração da minha casa.”

Para Noninho, o busto é uma representação fiel de seu avô. “Só faltou o brilho nos olhos que ele tinha.”

A Academia – A ASL tem 40 cadeiras, aos moldes da Academia Brasileira de Letras (ABL). Três estão vagas em razão do falecimento dos ilustres ocupantes Manoel de Barros, Wilson Barbosa Martins e Hildebrando Campestrini. Atualmente, figuram como imortais nas demais cadeiras nomes como Raquel Naveira, José Pedro Frazão, Rêmolo Leterielo, Antonio João Hugo Rodrigues e Theresa Hilcar.

Referência cultural de Mato Grosso do Sul, a ASL oferece serviços e orientações, além da biblioteca e obras. Conforme o estatuto da entidade, entre suas finalidades está incentivar o interesse pelo idioma nacional e pelas literaturas nacional e estadual.

A academia tem programas literoculturais importantes, como o “Concurso de Contos Ulysses Serra” e o “Concurso de Poesias Oliva Enciso”. Mantém ainda o “Chá Acadêmico” (apresentando palestras de interesse da sociedade), o “Suplemento Cultural” (caderno literário mais antigo de forma ininterrupta no país) e a “Revista da ASL”, dentre outros.

Serviço - A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL) fica localizada na Rua 14 de Julho, 4715, no Bairro São Francisco, em Campo Grande.

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