Campo Grande •30 de Abril de 2017  • Ano 5
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Fábio Pellegrini - Especial para o Diário Digital | Domingo, 13 de Novembro de 2016 - 07h06Esculpindo a e preservando a história pantaneiraOficina ensina jovens a esculpir o instrumento

Jovens aprendem a escupir na mandeira a viola de cocho
Jovens aprendem a escupir na mandeira a viola de cocho (Foto: Fábio Pellegrini - Especial para Diário Digit)

Em uma das salas do casarão construído em 1896 no Porto Geral, atual sede do Iphan em Corumbá, um grupo de 15 pessoas entre jovens e adultos, de ambos os sexos, se esmera em transformar brutos pedaços de madeira previamente talhados em violas de cocho. É o primeiro dia de uma das mais procuradas oficinas do 13º Festival América do Sul Pantanal (Fasp).

Ministrada por Sebastião de Souza Brandão, mestre-artesão contemplado com o Prêmio Culturas Populares 2012, do Ministério da Cultura, a oficina de viola de cocho ensina os interessados as técnicas para construção desse instrumento musical rústico, totalmente artesanal, de forma e sonoridade sui generis, produzido com matérias-primas extraídas do Pantanal. Seu modo de fazer é tombado como patrimônio cultural brasileiro.

 Lixa, formão, coifa, martelo, prego, cola, facas, são algumas ferramentas que apesar de levantarem poeira na sala, com o trabalho manual dos entusiastas a artesãos dão forma às violas. O ministrante da oficina explica que os alunos vão aprender cada etapa da construção do instrumento, inclusive a tocar os ritmos do cururu e siriri: “aqueles que fizerem melhor, serão presenteados com as violas de cocho que produzirem”, conta o mestre-artesão.

Luiz Carlos Amorim, diz que largou um emprego de 30 anos para começar a trabalhar na arte. “Trabalhava como caseiro de fazenda mas perdi o gosto. Passei a fazer artesanato com latas em alumínio. Tomei uma decisão de viver da arte. Tenho que acreditar no meu trabalho. Meus avós eram cuiabanos; eu ouvia dizer de cururu e siriri, mas não tinha interesse.  Até que o marido da minha neta passou a fazer  viola de cocho. Então percebi que é da gente, do nosso povo, e porque não fazer para vender?”.

Matias Soares, de 16 anos, diz que resolveu se inscrever na oficina por gostar de valorizar a cultura local: “Sou capoeirista. Já fiz a oficina ano passado e estou pensando em ser artesão ou artista. Poucos jovens se interessam na cultura local, acho que eu e meu amigo que estamos fazendo a oficina podemos despertar o interesse em outros amigos”.

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