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6 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Literatura

Escrito em 1971, livro de Ulysses Serra enaltece a 14 de Julho

Tradicional rua do Centro da Capital teve outros nomes antes de difinirem o atual, relata a obra

29 Nov2019Da redação15h36
(Foto: Amanda De Marchi)
  • (Foto: Amanda De Marchi)
  • (Foto: Valdelice Bonifácio)
  • (Foto: Valdelice Bonifácio)
  • (Foto: Valdelice Bonifácio)

Será entregue na noite desta sexta-feira, 29 de Novembro, a Rua 14 de Julho, completamente revitalizada. A mais tradicional via do Centro de Campo Grande passou por longo período de obras até ficar transformada.

Ao longo dos anos, a 14 de Julho foi fotografada, filmada e eternizada na literatura local. A obra  'Camalotes e Guavirais', escrita em 1971, por Ulysses Serra, corumbaense radicado em Campo Grande, cita por exemplo, os nomes que rua teve antes de confirmada como 14 de Julho definitivamente.

O primeiro nome foi realmente 14 de Julho, data da tomada da Bastilha, também conhecida como Queda da Bastilha, evento central da Revolução Francesa, ocorrido em 1789.

“Em setembro de 1930 trocaram-lhe pelo nome de Aníbal de Toledo”, descreve o cronista. A troca de nome foi iniciativa do prefeito Antônio Antero Paes de Barros. No mês seguinte, o nome foi trocado para ‘João Pessoa’.

“Quinze anos depois, o prefeito interventor Carlos Huguenei Filho restaurou o antigo nome, que não desertara da preferência do povo”, relata o autor no livro.

A obra é rica em detalhes sobre a 14 de Julho e ainda em relação às aspirações populares para a já movimentada rua do Centro. Segundo o autor, havia, na verdade, “um intenso movimento de metrópole.”

 “Homens de bombachas, culotes, ponchos, revólver nas guaiacas cômodas e seguras. Outros, de camisa de seda italiana, ternos de linho branco e creme (...) Mulheres sertanejas vestida à moda do sítio, às vezes montadas a cavalo, chapelão de feltro e saias sobre calças de homem”, relata.

Além do livro, Ulysses foi responsável pela criação da Academia de Letras (na época chamada Academia de Letras de Campo Grande). Em Maio de 2018, um busto em bronze foi colocado na entrada da sede da Academia na Capital em homenagem ao seu fundador.

Uma placa colocada na base transcreve um trecho da obra prima de Ulysses Serra: “Se eu morrer alhures onde quer que seja morrerei um exilado e um proscrito de mim mesmo. Aqui não morreria de todo. Ouviria o passo e a voz dos meus amigos, o gorjeio dos pássaros que amo, o farfalhar das frondes que conheço e o bater do coração da minha casa.”

Festa na 14 de Julho – A entrega da revitalização da 14 de Julho terá show da Turma do Balão Mágico e da cantora Delinha, além de outras apresentações de artistas locais.

A partir das 18 horas, no palco montado na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, quem se apresenta ao público é a banda Os Walkírias, que traz um repertório bem anos 80 e 90, com releituras de grandes músicas para quem gosta de rock nacional, além de composições autorais.

Para emocionar ainda mais o público, haverá apresentação da Orquestra Infantil Indígena de Campo Grande, que se apresentará em conjunto com o Coral Pontos Cardeais e com a Orquestra Sinfônica Municipal.

Prefeito no Balanço Geral - O prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) comentou a inauguração da 14 de Julho na noite desta sexta-feira durante participação no Balanço Geral MS, da TV MS Record. Ele está muito confiante de que a festa irá agradar a população e a Nova 14 de Julho mais ainda. Conforme Marquinhos, a obra terminou conforme o planejado. 

O prefeito comentou que passada a inaguração, a via oferecerá conforto e segurança para a população. A Guarda Municipal fará vigília no local 24 horas por dia. Na ocasião da entrevista, Marquinhos foi presenteado com um exemplar do livro de Ulysses Serra.

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