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Da redação | Quinta, 15 de Setembro de 2016 - 17h55Cineasta da Capital produz curta-metragem sobre depressão e suicídioCurta-metragem “Cortes” é um relato sobre a depressão e o suicídio

(Foto: Divulgação)

Os números sobre os casos de suicídio saem de 157, em 2012, para 173 em 2013. Mais de 800 mil suicídios foram registrados em 2015 em todo o mundo, dos quais 75% em países de média e baixa renda. O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano e este índice só vai aumentando a cada dia. Já Mato Grosso do Sul apresenta o quarto maior índice de casos por habitante. É por essas e outras que o diretor da Zion Filmes, o cineasta Roberto Leite produziu o curta-metragem “Cortes”, um relato sobre a depressão e o suicídio. 

Para Roberto, roteirista e diretor do curta-metragem de 18 minutos, as estatísticas apontadas pelas pesquisas, pelos dados do Mapa da violência e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já são mais que o suficiente para mostrar o grau de importância em discutir sobre este assunto tão comum, mas evitado pela maioria. “A ideia para o filme surgiu quando me atentei ao fato de que deveria passar a observar mais as pessoas ao meu redor, que, aliás, me levou à uma reflexão muito grande em relação a um amigo que estava precisando de ajuda”, explica.

“Cortes” conta a história de Jade (Camila Schneider), uma jovem disposta a acabar com a dor da depressão que a persegue desde criança. A doença é agravada após a perda do marido, Luis (Vinicius Olivo), momento no qual Jade inicia seu processo de despedida, gravando um vídeo que tenta explicar a decisão de se suicidar. Leo (Filipi Silveira), seu amigo de infância, percebendo a gravidade do problema, tenta mostrar a ela que a vida é feita de novas fases, cortes e cicatrizes. 

“Segundo pesquisas, cerca de um milhão de pessoas se suicidam a cada ano no mundo. Precisamos falar sobre esse assunto. Depressão não é frescura, é doença. E é essa a reflexão que queremos deixar ao público. Basta que procuremos o contato, a conversa e, dessa forma, esta situação poderá deixar de ser comum. Queremos reforçar também o alerta para a necessidade imediata de políticas públicas mais efetivas no sentido de identificar e tratar as vítimas da depressão”, aponta o diretor.

O curta-metragem foi produzido no final de 2014 e início de 2015, de maneira independente, através de sua própria produtora, a Zion Filmes, e uma equipe de colaboradores. Seu lançamento, de fato, aconteceu em fevereiro de 2015, em Miami. Em maio, no shopping Bosque dos Ipês, uma premiére do filme foi realizada, contando com a presença de autoridades locais, críticos de cinema, profissionais da psicologia, equipe, amigos e familiares que participaram de uma entrevista coletiva e uma discussão sobre o tema. O curta também foi selecionado para competir no Festival “Star Film Fest”, realizado na Croácia, que selecionou 45 de 260 filmes enviados de todas as partes do mundo. 

Com o objetivo de aproveitar o mês de prevenção ao suicídio, chamado de "setembro amarelo", para conscientizar jovens e adultos sobre a importância de chamar a atenção ao tema, o cineasta disponibilizou o curta-metragem no Youtube, através deste link: https://www.youtube.com/watch?v=3AYBeLj2o1M

"O tabu sobre o tema do suicídio é um dos principais obstáculos no combate desse grave problema. No entanto, acredito que o cinema é um excelente veículo de comunicação para levar as pessoas à uma reflexão e à uma possível mudança de comportamento", explica Roberto.

Roberto Leite - Brasileiro, cearense, nascido em 8 de março de 1985, solteiro. Graduado em Comunicação Social – Rádio e TV pela Universidade Católica Dom Bosco (2008), mestrando em Cinema pela Universidad Europea Miguel de Cervantes – Barcelona, Spain (2013) e diretor/proprietário da produtora Zion Filmes. Atua há mais de 6 anos como roteirista, diretor de arte, diretor de criação e planejamento em diversas produções publicitárias e audiovisuais em geral, colocando-se cada vez mais presente nas produções cinematográficas. Entre 2007 e 2013, como diretor e produtor, foi responsável por diversas produções audiovisuais, curta-metragens e documentários. 

Em 2013 foi diretor de fotografia e produtor do curta-metragem “O Florista”, filme indicado para participar da categoria Short Film Corner, no Festival de Cannes 2013 - França. Este mesmo filme foi indicado para participar de diversos outros festivais, no qual foi vencedor do prêmio de melhor filme da Mostra de Curtas de Dourados (2013) e do Festival de Cinema de Pernambuco (2014), ambos no Brasil. Seus últimos trabalhos produzidos foram os curtas “Irmãos de Alma” (em 2014, como diretor de fotografia e produtor) e agora, seu mais novo trabalho, “Cortes” (finalizado em 2015, atuando como diretor e roteirista).

Para Roberto, o cinema independente funciona como a vitrine dos novos talentos, porque conta com a iniciativa do próprio diretor. “Essa proatividade é exigida, inclusive, por Holywood, de modo que cada diretor consiga produzir um filme que seja comercialmente viável e levado às salas de cinema. E este é o nosso propósito. Somos muito focados no cinema independente porque, antes de tudo, produzir é mais importante que captar. A partir deste pensamento, crescemos com os trabalhos, construímos uma carreira solidificada, e nos aproximamos da Ancine e de meios para distribuição, uma área ainda muito defasada aqui no Brasil”.

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