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15 de outubro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Semana das Crianças

Brincadeiras de outros tempos movimentaram oficinas gratuitas

Programação da Semanas das Crianças aconteceu na biblioteca pública Isaias Paim

12 Out2019Da redação16h20
(Foto: Divulgação/Governo MS)
  • Durante oficina crianças resgataram brincadeiras tradicionais como o telefone sem fio
  • (Foto: Divulgação/Governo MS)
  • (Foto: Divulgação/Governo MS)

 As crianças tomaram conta da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim na semana dedicada a elas.  Risos, alegria, espontaneidade e muita animação tomaram conta das Oficinas da Semana da Criança.

Depois de iniciar o dia desenhando e pintando, os pequeninos brincaram de amarelinha adaptada para desenvolver a coordenação motora, brincaram de esconder e achar objetos, aos gritos de “quente” e “frio”, de telefone sem fio, com corda e copo, de peteca, além de ouvir as divertidas histórias contadas por Ciro Ferreira.

A professora de Artes de escola municipal, Antônia Borges, trouxe sua filha Yasmin Borges do Nascimento, de 8 anos, e sua sobrinha Kaline Delmondes de Souza, também de oito anos. “É muito bom resgatar essas brincadeiras. Hoje a maioria fica só na internet. Olha como eles ficam, eles se esquecem de tudo, conhecem brincadeiras antigas, mas que para eles são novas. E o Ciro é muito bom, as crianças ficam encantadas com ele. Aí eu decidi ir junto para me encantar também”.

Para Antônia, essas brincadeiras vão sendo esquecidas porque os pais não repassam pros filhos, pela falta de tempo. “A maioria trabalha o dia inteiro. Daí as crianças não se expressam como crianças. Imagina se cada pai e mãe fizesse um brinquedo desses com os filhos. Eu converso com minha filha, eu falo para ela como eu brincava, eu conto qual era meu lanche. Se os pais fizessem isso, seria outro olhar”.

A menina Yasmin diz que na escola ela só estuda e brinca de pega-pega e joguinho de celular. “Às vezes eu vou com a Yasmin no Parque do Sóter, e na casa do nosso vô. Lá a gente pula da árvore. A Yasmin não aprendeu ainda a subir na árvore, mas é fácil. Essas brincadeiras aqui a gente nunca tinha brincado, de peteca, de telefone sem fio, amarelinha. A gente gostou muito”.

Kaline, que quer ser youtuber, diz que na casa do seu avô têm oportunidade de andar de bicicleta e de patinete com a prima. “Meu avô também faz uma fogueira todo ano na festa junina e solta bombinhas. Eu quero ser youtuber quando crescer, porque eu soube que youtuber ganha muito dinheiro, daí eu vou ajudar minha família”.

Yasmin quer ser professora de artes, como a mãe, e também professora de educação física e veterinária, porque gosta muito dos animais. Segundo relatos da mãe, ela está no caminho certo: “Ela pega um livro todo dia na biblioteca da escola e faz as ilustrações das histórias que lê”, diz Antônia.

A advogada Marinalda Junges Rossi levou as filhinhas Clara Helena, de cinco anos, e Ana Luísa, de três, para participar das brincadeiras: “Esse tipo de evento de contação de histórias sem recursos tecnológicos caros é uma atividade muito lúdica, que estimula a criatividade e ensina que nessas brincadeiras simples também existe alegria e criatividade”.

O ministrante da oficina, Ciro Ferreira, concorda: “As brincadeiras estimulam a confiança. Essa questão lúdica da contação de histórias faz a criança poder sonhar e trabalha o emocional, que também é necessário. E a gente trabalha também a questão do tempo, porque a criança quer tudo rápido, e elas aprendem a ter mais paciência. A gente espera que elas levem este aprendizado, essas brincadeiras, para sua casa, para brincar com os pais, com o vizinho”.

 

 

 

 

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