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23 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Polêmica

Artistas desencadeiam protestos por respeito à arte

Apreensão de quadro no Marco indignou classe artística que saiu às ruas da Capital

15 Set2017Valdelice Bonifácio16h10
(Foto: Divulgação)
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  • Quadro ‘Pedofilia’ foi recolhido nesta quinta-feira pela Polícia (Foto: Marco Miatelo)
  • Classificação indicativa da exposição mudou para 18 anos (Foto: Marco Miatelo)
  • Quadros com cenas de nudez fortes da exposição incomodaram deputados (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Artistas de Campo Grande começaram nesta sexta-feira, 15 de setembro, uma série de protestos por respeito à arte. As manifestações estão sendo desencadeadas após a apreensão do quadro ‘Pedofilia’ da artista plástica mineira Alessandra Cunha que compunha a exposição Cadafalso em andamento no Museu de Arte Contemporânea (Marco), no Parque das Nações Indígenas, na Capital.

Nesta sexta-feira, artistas protestaram no Centro de Campo Grande. Eles usaram bonecas, instrumentos musicais, cartazes e máscaras.  “A arte não pode ser calada”, diziam os manifestantes.  Os protestos serão retomados no próximo domingo, 17 de setembro, no próprio Marco, onde os artistas farão intervenções teatrais. “Vamos reunir toda classe artista, professores de arte e entidades em defesa do respeito à Constituição”, explicou Fernando Cruz, ator do Teatro Imaginário Maracangalha.

Haverá também uma manifestação na Assembleia Legislativa contra os deputados estaduais que registraram Boletim de Ocorrências, sob alegação de que a exposição Cadafalso tem caráter sexual desrespeitoso, ofensivo e impróprio, além de ferir a moral e os bons costumes. A data da manifestação no Legislativo ainda não foi definida pelos artistas.

Foi a atitude dos parlamentares que levou à apreensão do quadro Pedofilia. A polêmica envolvendo a exposição começou na manhã desta quinta-feira, 14 de setembro, quando deputados estaduais repudiaram a mostra de arte durante sessão plenária na Assembleia Legislativa.

Na ocasião, ao menos seis parlamentares se manifestaram sobre o assunto em plenário  condenando as cenas sexuais explícitas. Pouco depois da sessão, três parlamentares Paulo Siufi (PMDB), Coronel David (PSC) e Herculano Borges (SD) registrarem um boletim de ocorrências na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

O delegado Fábio Sampaio, acompanhado de policiais, foi à exposição para checar as denúncias dos parlamentares. Ele decidiu apreender o quadro ‘Pedofilia’ por considerar que a imagem estimulava o crime de estupro de vulnerável e pedofilia. Contudo, não viu indícios de crimes nas demais telas. O delegado também questionou a classificação indicativa da exposição que inicialmente era para 12 anos e foi alterada para 18.

A tela recolhida mostra a imagem de uma criança entre dois homens nus, o que na visão da polícia passou uma mensagem de incentivo à pedofilia. O quadro tem ainda os dizeres “O machismo mata, violenta e humilha” escritos de trás pra frente. As demais obras têm conteúdo sexual. Em alguns deles, o órgão sexual masculino está exposto em cenas fortes.

Por telefone, o Diário Digital falou com a artista plástica Alessadra Cunha que negou a intenção de incentivar a pedofilia ou qualquer outro crime. Pelo contrário, segundo ela, sua intenção com o quadro Pedofilia era fazer um alerta à sociedade para que cuidem das crianças e para que o assunto seja discutido. Quanto às demais telas, ela alega sua intenção de criticar o machismo e todas as formas de violência.

Conforme o delegado, antes de apontar as responsabilidades, a artistas e todos os responsáveis pela exposição no Marco serão ouvidos.

Exposição - A exposição segue aberta no Marco até domingo, 17 de setembro. Lembrando que a classificação indicativa é para 18 anos. No Marco, o horário de visitação do público é das 7h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados das 14h às 18. O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, 6000, Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Telefone: 67-3326-7449.

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