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18 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Campo Grande

Arquiteta promove experiência sensorial em exposição

Obras estarão expostas até o dia 30 de novembro, no Marco, com entrada franca

7 Nov2019Brenda Leite14h39
(Foto: Marco Miatelo)
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“Esta produção é inspirada em um projeto que acontece em vários museus do mundo, o ‘Diálogo no Escuro’, explica a arquiteta, urbanista e design de mobiliário Luciana Teixeira, se referindo a sua exposição Supapo Design Criativo, que está exposta no Museu de Arte Contemporânea (Marco).

O projeto mostra como é o mundo sem o sentido da visão, o qual propõe aos visitantes colocarem uma fenda, para que tenham uma experiência sensorial por completo. “Minha intenção, por meio desta exposição, é tornar o Slow Design mais acessível, e também falar sobre o viés cultural desta nossa brasilidade, que é muito diferente de outras que temos no nosso próprio país, como a da nordestina, da carioca, e outras. Cada uma possui suas características únicas”, pontuou a arquiteta.

De acordo com Luciana, o objetivo maior de sua exposição é usar o designer como uma linguagem de significado, atribuir estes significados a sociedade, a qual possa passar uma mensagem para as pessoas com resgastes de técnicas ancestrais, como por exemplo, a ‘Poltrona Utopia’, uma de suas obras que compõe está exposição, apresentando uma mistura de dois universos.

“A obra Utopia é revestida com couro natural, apresenta um trançado de couro feito por uma selaria, que atende nos arreios do cavalo, ou seja, é um acabamento que está presente nesse arreio, do homem do pantanal. Já o outro detalhe, que se parece com um pompom, é do artesanato de resistência da tribo do Guarani kaiowá, que está presente nos cocares desses indígenas, com um significado bem interessante. Contudo, esta poltrona propõe unir no mesmo objeto, em equilíbrio de pêndulo, dois universos tão conflitantes, e a minha utopia, é que isso acrescente algo e uma reflexão para todos, enquanto sociedade, nesta questão do nosso Estado. Somos quase 15% da população indígena nacional e, acredito que a sociedade precisa olhar para isso de uma maneira mais empática”, ressalta a arquiteta.

Com a intenção de proporcionar ao público uma experiência a partir de sensações e pelo tato, conhecendo cada uma das peças expostas, a fenda também tem como objetivo quebrar o costume de analisar as coisas por meio da beleza, relata Luciana. “A ideia é quebrar esse ‘pré-conceito’ que temos costume de fazer em relação as coisas, se algo é bonito nos interessamos, se algo é feio não queremos nem saber sobre sua origem e etc. Beleza é algo relativo, então para que isso não aconteça, aqui temos a oportunidade de sentir as obras, por meio do contato com elas”.

A exposição Supapo Design Criativo estará no Marco, localizado na rua Antônio Maria Coelho, nº 6000 - Parque das Nações Indígenas, até o dia 30 de novembro.

Mais informações pelo telefone (67) 3326-744.

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