Campo Grande •13 de Dezembro de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
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Manoel Afonso | 06/10/2017 09:56Incógnita, o voo político do dr. Odilon

CESARE BATTISTI  O presidente Michel Temer (PMDB) ganhará pontos se extraditar o terrorista italiano que o ex-presidente Lula (PT) afagou com refúgio político no último dia de governo, contra o STF. Lula ignorou as provas dos 4 assassinatos  e as dores das famílias das vítimas inocentes.  O mundo civilizado condenou a decisão petista. Os petistas sairão as ruas protestando contra a prisão deste assassino?

PENSANDO BEM... A grana do ‘Fundo Partidário’ é pouca se comparada com os números da corrupção envolvendo os eleitos que negociam em causa própria. Mas os R$ 1,7 bilhão  não é teto, é piso, com chances rais de ser majorado.  Esse dinheirinho  do ‘Fundão’ daria para comprar 20.269 ambulâncias, 33.160 viaturas policiais ou 34 mil casas populares. É o preço da democracia, convivendo com sérios problemas.

E AGORA?  Vão encontrar uma saída honrosa para o caso do senador Aécio Neves? ( PSDB)  Os ministros do STF estão se agredindo verbalmente de forma vergonhosa.  Já o Senado percebeu que abriu a porta para a interferência do Supremo quando votou pela continuidade da prisão do ex-senador Delcídio do Amaral ( ex-PT). Deprimente o caso, mas ainda não é o fundo do poço. Vem mais coisa por aí.

NO SAGUÃO   da Assembleia Legislativa  não faltam opiniões sobre personagens e fatos políticos. ‘Condena-se ou absolve-se’.  Em análise recente da equipe do Governo Estadual,  o Secretário Carlos Alberto de Assis – da Administração – foi alvo de elogios diversos pela desenvoltura no cargo, levou nota 10. Competente, agradável nas relações com o contribuinte e funcionários - fatura politicamente. Aliás, por onde passou  Assis deu conta do recado. 

DECISIVO  Para um ex-deputado estadual  que passou pelo saguão na 4ª. feira,  a postura do prefeito Marcos Trad (PSD) decidirá a sucessão em 2018. O argumento: “a evolução visível de sua gestão vem atingindo todas as regiões e classes sociais da capital e além de ter rejeição mínima nas pesquisas, tem os predicados de um bom cabo eleitoral”.

MARQUINHOS   Seu crescimento deu-se no rompimento com o ex-governador André Puccinelli (PMDB)  e sua saída do partido . Sobreviveu ao propalado  massacre político e chegou à  prefeitura da capital em  grupo independente. Marquinhos enfraqueceu ainda mais  o ‘mito’ André   que já dava sinais de fadiga em 2.012 na derrota de Edson Giroto (PR).

FADIGA A vitória de Alcides Bernal (PP) mostrou que o eleitorado da capital não concordava com o continuismo.  Nos Estados Unidos Donald Trump representou os descontentes com o cenário e os personagens envolvidos no poder. Aqui vale lembrar Heráclito – (540 a C) com a observação “ Nada existe de permanente, a não ser a mudança”.

O ELEITOR   brasileiro sai as ruas, mas reprova a falta de representatividade dos partidos tradicionais, a irresponsabilidade da classe política e os aumento dos gastos públicos com mordomias e muita corrupção. O pior: está empobrecendo ao patamar de 2010 e com previsões de recuperação somente após 2023.

‘DATA VENIA’  Não tem como o eleitor deixar de questionar a relação de postura dos homens que hoje cercam o presidente Temer, os líderes do Senado e Câmara, com a elite da nossa classe política. Como separar  em nosso imaginário por exemplo – as imagens do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), do senador Romero Jucá (PMDB –RO), senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB )  das lideranças do mesmo partido aqui no Estado. A defesa de Eduardo Cunha feita pelo deputado Carlos Marun (PMDB)   também enseja esse raciocínio.

MANOBRAS   Mesmo dentro do PMDB local são visíveis os sinais de preocupação com o rumo do partido. O discurso pela redemocratização esvaiu-se. Grande parte do eleitorado não tem conhecimento dos fatos da época, Os jovens vivem outra realidade. Eu sempre digo, o PMDB cobrou caro a fatura mamando no Governo.

PUCCINELLI  Tenho sérias dúvidas  sobre a propalada notícia de que ele teria obtido  o ‘alvará’ da mulher e dos filhos para tentar voltar ao Governo. Acredito sim que existe a sua volta muita gente interessada na própria sobrevivência no poder. André seria o piloto do barco e sem ele o naufrágio inevitável. E até as eleições há um longo caminho com ‘pegadinhas’ inclusive.

AS OPINIÕES  divergem, mas concordo com os sensatos que aconselham  o ex-governador  ao merecido descanso que o ciclo da vida impõe. Médico e de boa cultura humanística, sabe que é erro grave contrariar princípios que norteiam a vida. Sobre a dinâmica do tempo, recomendaria a releitura de conhecido texto do poeta Mario Quintana. 

QUESTÃO  delicada: aumento do preço das tarifas dos ônibus na capital em plena crise. Notei na Câmara o clima de questionamento com os vereadores cobrando a execução de obras prometidas pelo Consórcio Guaicurús em troca de benefícios fiscais. Os abrigos e as reformas dos terminais por exemplo, ainda deixam a desejar. Para o presidente da Câmara João Rocha ( PSDB) o descontentamento na Casa é justificável.

DR.ODILON  Aposentado na Magistratura Federal nesta quinta feira, deverá aceitar o desafio da vida pública partidária. É tida como certa sua imediata filiação partidária para não incorrer em eventuais problemas com a legislação. Seus movimentos até aqui indicam a filiação ao PDT para disputar o Senado, embora apareça bem nas pesquisas ao Governo inclusive.

INTERROGAÇÃO  Evidente que tudo pode mudar quanto se trata de depender da vontade popular. Num país em crise tudo é possível. Todos os dias o noticiário  acaba influenciando a opinião pública e diretamente afeta esse ou aquele partido ou político. No caso do dr. Odilon é que se questionar: seu cacife eleitoral irá aumentar ou diminuir com a aposentadoria.

QUESTÕES  Sem tradição na política ele construirá um entorno que lhe dê suporte necessário para competir em igualdade de condições? Sua representação pessoal, sua trajetória com repercussão e visibilidade nacional e internacional, até onde ajudarão em seu projeto?  Terá o reconhecimento contínuo do eleitorado –  um tanto quanto estranho e às vezes incoerente até?

EM TESE  o ex juiz Odilon representaria a grande novidade  política desde a criação do Estado.  De origem humilde, nordestino, sem tradição, pode ser o modelo sonhado pela população. É cedo para uma avaliação definitiva, mas sua determinação em  participar do processo eleitoral é muito interessante e positiva sob todos os ângulos. Evidente, seu discurso poderá  até cair no agrado e  ele se transformar num fenômeno.  Eleição – a  gente só sabe como começa.

AGORA  posso falar. Lauredi Sandin – diretor do IPEMS – confessou-me de que o dr. Odilon aparece em primeiro lugar nas suas pesquisas, inclusive para governador. Mas na maioria das vezes só isso não basta é claro. Mas não se pode esquecer o desempenho de Alcides Bernal – contra tudo e contra todos – quebrando paradigmas  inclusive. 

REAÇÃO  Os políticos tradicionais concorrentes tem procurado explorar pontos que possam minimizar o potencial do ex juiz. Faz parte do velho jogo. Questionam a inexperiência dele, seu futuro partido e até fazem previsões catastróficas para o decorrer da campanha. Mas é o povo que decidirá o que efetivamente quer. E quando ele decide, não tem jeito. É como o estouro da boiada. Sem volta!

DEMOCRACIA:  “É um erro estatístico, porque nela decide a maioria e ela é formada de imbecis”. (Jorge Luis Borges). “É apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”. ( George Shaw). “É a forma de governo em que o povo imagina estar no poder”. (Carlos D. de Andrade). “Quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo”. ( Oscar Wilde)

A SAÍDA Governo Federal, Governo Estadual e a prefeitura da capital parecem ter combinado na busca da solução que  minimize os danos motivados pela grave crise econômica. O noticiário repleto de informações sobre o ‘REFIS’ deve funcionar como uma espécie de injeção para quem precisa ou pretenda regularizar a situação fiscal. Qualquer dinheiro que entrar nos cofres será bem vindo.  

 “O Brasil tem que parar de tratar esses bandidos com perfume francês”. (Dr. Odilon de Oliveira)

Comentários
Manoel AfonsoAdvogado, atuando como comentarista político no rádio e TV e assina colunas em vários jornais do Estado
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