Campo Grande •23 de Fevereiro de 2018  • Ano 7
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| 03/01/2017 07:45De leve - Tantos escândalos - onde vamos parar?

Manoel Afonso

Nunca tinha visto um dezembro tão pessimista como o atual. Você abre os sites e só depara com notícias e artigos abordando questões altamente preocupantes para o povo brasileiro, projetando um ano novo cheio de problemas velhos. 

Na economia a atual crise é muito mais profunda do que aquelas vividas  pelo confisco de dinheiro do contribuinte no início do Governo Collor e com o famoso congelamento de preços no Governo Sarney. A queda do PIB, o desemprego crescente e a alta do custo de vida de um modo geral atestam que a nossa situação não é nada boa. 

Para piorar, no universo político-administrativo, o quadro pode ser chamado de devastador. Quando se imaginava que a destituição da ex-presidente fosse virar a página e dar um novo fôlego  criando um ambiente mais animador, não é isso que estamos vendo. 

As notícias referentes as chamadas delações premiadas de empreiteiras estão jogando a grande maioria das lideranças políticas na vala comum do descrédito. Com isso o clima de instabilidade  aumentou e pode inclusive complicar a efetivação das reformas que estão na pauta do Congresso Nacional. 

O brasileiro está por demais cético quanto  os resultados das medidas que o Governo pretende implementar e questiona outros pontos ignorados como na Reforma da Previdência.  Por exemplo: os funcionários públicos e os militares continuarão sendo preservados ou privilegiados como queira?  Não deveriam os políticos dar exemplo  enxugando seus salários e vantagens?  E o Judiciário vai posar de paradigma da moralidade até quando?

Enquanto esse pessoal empurra com a barriga os problemas, resta-nos apostar na efetiva ação do pessoal da Lava Jato. Tudo bem que existem recursos judiciais, mas pelo menos ela proporciona cenas emblemáticas com a prisão de ex-governadores, ex-ministros e figuras de peso da política brasileira.  Um limpa que gratifica nossa bronca com tanta patifaria. 

Estamos  diante de um quadro complicado  que lembra o  labirinto  construído para esconder o temível Minotauro.  A saída seria um novo Governo? O país aguentaria mais esse trauma? Como ficaria a credibilidade do país no exterior?  Soluções contaminadas pela emoção não resolvem e tendem a piorar o cenário. 

Enfim, faltando poucos dias para o Natal, não há sinais de Papai Noel. O movimento do comercio e a apatia que tomou conta da nação mostram isso. 
Esse não é país que queremos, mas é o Brasil que temos.  De leve...

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