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7 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Meio Ambiente

MS lidera integração lavoura-pecuária-floresta

Sistema de integração ocupa 2.085.518 de hectares no Estado, segundo relatório divulgado pela Embrapa

2 Out2019Da redação14h17

Mato Grosso do Sul é líder no país em áreas rurais que utilizam o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com 2.085.518 de hectares. A informação é do relatório da Rede ILPF no Brasil, divulgado pela Embrapa. O resultado é comemorado pelo governo do Estado, pois está alinhado com a política de produção sustentável do agronegócio, implementada pelo governador Reinaldo Azambuja. Clique aqui para visualizar o documento.

A pesquisa encomendada pela Rede de Fomento ILPF foi realizada pelo Kleffmann Group na safra 2015/2016 e estimou que o Brasil conta hoje com 11.468.124 ha com sistemas integrados de produção agropecuária. A ILPF é uma estratégia de produção agropecuária que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais, dentro da mesma área. Pode ocorrer em cultivo consorciado, em rotação ou sucessão, de forma que haja interação entre os componentes, gerando benefícios mútuos. O sistema pode ser adotado pequenos, médios e grandes produtores, de diferentes formas: ILP – Lavoura-pecuária; ILF – Lavoura-floresta ILF; IPF – Pecuária-floresta e ILPF – Lavoura-pecuária-floresta.

“O Brasil tem trabalhado fortemente na difusão do ILPF e hoje nós temos um domínio dessa tecnologia. Isso tem permitido ganhos de produtividade excepcionais na agricultura brasileira e possibilitado que o agronegócio brasileiro se referencie na questão da sustentabilidade. Mato Grosso do Sul se destaca nesse contexto e os números do relatório da Rede ILPF revelam esse resultado”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

O titular da Semagro lembra que os resultados do relatório da Rede ILPF já apontam o cumprimento de um dos compromissos assumidos pelo governo brasileiro no Acordo de Paris, ratificado em 2016, de que o país deveria ter 9 milhões de hectares utilizando o sistema ILPF até 2030.

“Essa meta já foi atingida e hoje já contamos com pouco mais de 11,5 milhões de hectares no ILPF. Isso é um ganho de visibilidade e de credibilidade para o país e Mato Grosso do Sul aparece agora com 2 milhões de hectares, liderando o ranking nacional em termos de total de área. Esse diferencial do nosso Estado foi ressaltado aos ministros de agricultura presentes na reunião dos BRICs, em Bonito”, destaca Jaime Verruck.

De acordo com o secretário, “os dados da Embrapa reafirmam que Mato Grosso do Sul realmente tem uma linha do agronegócio sustentável. Isso é reflexo do investimento em ciência, pesquisa e da atuação das três Embrapas e Fundações presentes no Estado, que definem os modelos de ILPF. Também é reflexo de uma política pública adotada para que isso aconteça, através de um conjunto de políticas de desenvolvimento do agronegócio. O resultado final para o produtor que utiliza técnicas sustentáveis de produção, como o ILPF, se traduz em ganhos de produtividade e renda adicional”.

Os ganhos ambientais, segundo Jaime Verruck, também são fundamentais para o Estado e o país. “ Ao mesmo tempo que a gente desenvolve o Estado, também ganhamos credibilidade internacional. Esse foi um dos motivos de termos sido escolhidos como local da reunião dos ministros dos BRICs. Mato Grosso do sul agora é olhado pelo mundo, tornou-se vitrine para os processos integração lavoura e pecuária do país”, afirmou.

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