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23 de janeiro de 2019 • Ano 8
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Agropecuária

Em MS estiagem diminui a expectativa de produção de soja em 11%

Volume recorde de 10 milhões de toneladas foi revisado devido a falta de chuvas

2 Jan2019Da redação14h19

A  Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) atualizou a expectativa de produção para a safra 2018/19. O volume recorde de 10 milhões de toneladas esperado pela Associação, foi revisada devido a falta de chuvas, mais pontualmente na região Sul do Estado, fazendo com que a projeção atinja 8,9 milhões de toneladas, queda 11%, mas ainda sob a expectativa de melhorias com as precipitações de chuvas previstas para os últimos dias do ano.

A última safra que registrou volume semelhante em MS foi a 2016/17, quando os agricultores colheram 8,5 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo o Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SigaMS).

“Há uma irregularidade muito grande nas chuvas de Mato Grosso do Sul. Enquanto algumas regiões registram 90 milímetros, a pouco mais de 15 quilômetros tem espaços que não chovem há quase 40 dias. Essa diferença é mais evidente na região Sul, mas se aplica a todo Estado. Não teremos safra recorde neste ano no Brasil”, destaca o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke.

As informações divulgadas pela Aprosoja/MS são baseadas nos dados do SigaMS, que também aponta agricultores que devem colher 30 sacas por hectare e outros, em diferentes regiões, que devem passar das 60 sacas. A média estadual estimada, juntamente com outros dados, serão atualizados pelo SigaMS na segunda semana de janeiro.

Caso confirmadas as expectativas de chuvas nestes últimos dias do ano e na primeira semana de 2019, segundo a Associação, ainda há possibilidade de elevação na produtividade de alguns agricultores. “Àqueles com plantio tardio, podem receber chuvas no momento de enchimento do grão e contribuir para o patamar de uma safra equilibrada em Mato Grosso do Sul”, completa Schmaedecke.

De acordo a empresa Agrinvest Commodities a safra brasileira segue também com quebra, podendo registrar ao final da colheita cerca de 113,18 milhões de toneladas. O volume é de  8 milhões de toneladas a menos que a safra passada. As maiores perdas, por enquanto, estão localizadas no Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

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