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20 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Apicultura

Apicultores de MS são orientados para combater pequeno besouro das colmeias

Ideia é minimizar prejuízos aos mais de 800 apicultores orientando-os para o controle da infestação

31 Jan2019Da redação20h09

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), órgão ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), emitiu uma nota técnica para tratar da ocorrência do Pequeno Besouro das Colmeias no Estado. A nota detalha as medidas que buscam minimizar os prejuízos aos apicultores.

Segundo explicou o diretor presidente da Agência, Luciano Chiochetta, a ocorrência do Pequeno Besouro das Colmeias foi detectada em Mato Grosso do Sul por meio de exame de Reação em Cadeia da Polimerase – PCR, conforme laudo oficial emitido pelo Laboratório Nacional Agropecuário – LANAGRO/MG, pertencente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A confirmação veio com a análise morfológica de amostras de besouros, realizada pelo Laboratório de Entomologia do Instituto Biológico de São Paulo.

A ideia, segundo Luciano, é minimizar os prejuízos aos mais de 800 apicultores, orientando-os conforme a Nota Técnica do Ministério que prescreve medidas para o controle da infestação. “Neste período de alerta estamos intensificando as ações de vigilância, através do trabalho de educação sanitária e o controle de transito”, completou.

A coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAp) do Estado, Noirce Lopes da Silva, orienta os apicultores a ficarem atentos, utilizarem boas práticas apícolas e se não estiverem cadastrados no sistema da Iagro, o façam o quanto antes. “É fundamental que os produtores cadastrem suas colmeias aqui na Agência, para que possamos passar as devidas orientações, fortalecer a atividade e juntos evitar novas infestações”.

Na nota, a Agência orienta que a instalação dos apiários seja realizada em local de solo seco e rígido, para dificultar a multiplicação dos besouros, e pede para que os produtores mantenham os enxames fortes e inspecionados, adotem boas práticas de manejo apícola, como a raspagem do acúmulo de cera e própolis, substituição de favos velhos e quarentena de novas colmeias e enxames capturados.

O trânsito de colmeias ou suas partes, povoadas ou não, de uma área de ocorrência para uma área sem registro do besouro deve ser evitada e segundo Noirce, em caso de suspeita de presença do besouro, o produtor deve avisar a agencia imediatamente para que as medidas sanitárias sejam tomadas com maior rapidez.

Em Mato Grosso do Sul, estão cadastrados na Agência oitocentos e quarenta e oito apicultores que trabalham com 19 mil colmeias. Nove entrepostos estão sob inspeção estadual, envasando anualmente cerca de 22 toneladas de mel.

Pequeno Besouro das Colmeias

Aethina tumida é originária da África subsaariana e chegou à América pelos Estados Unidos e, em outubro de 2007, foi registrado o primeiro caso em países da América Latina, mais precisamente no México. Conforme informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Pequeno Besouro das Colmeias foi oficialmente registrado no Brasil em 2016.

Conforme relatado em outra nota técnica do Ministério, em condições favoráveis de clima e susceptibilidade das colmeias e enxames fracos, o besouro pode causar danos e prejuízos. Na fase larval se alimenta dos produtos das colmeias (mel, favos de cria e pólen), afetando a estrutura e organização do enxame. O besouro pode viver na natureza, sobreviver até duas semanas sem comer, voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias.

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